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terça-feira, 23 de março de 2010

Babalorixá e Iyalorixá

Saravá, Mucuiú, Motumbá!




Babalorixá e Iyalorixá são cargos sacerdotais do Candomblé da nação ketu, e querem dizer Pai de Orixá ou Mãe de Orixá.

Nos candomblés de Angola são utilizados os correspondentes Tata ti Nkice e Mameto ti nkice.

Não são cargos de Umbanda, você tem toda razão, mas nada impede que umbandistas sejam iniciados no culto aos Orixás e venham a receber o deká, recebendo então o título de Babás e Iyás.

Todo Babalorixá e toda Iyalorixá recebe também o fundamento oracular para auxiliá-los no exercício de suas funções: o meridinlogun que é o jogo de 16 búzios e o jogo de obi, este ultimo só deve ser usado dentro do ronkó. Estes elementos são considerados sagrados, todo Pai e toda Mãe sabe que a magia faz parte das religiões de matriz africana, e cada qual sabe como fazer em determinada situação.

Estes fundamentos nos foram passados por nossos Babás e Iyás de axé, que por sua vez receberam de nossos ancestrais. Há um eró ou ewó (segredo) que os iniciados sabem que devem respeitar pois os fundamentos são passados de Pais para seus filhos, durante a iniciação e a vivência nos ilês; nós chamamos de segredos de ronkó.

“Enú Ejá pá ejá” nos ensinam os mais antigos, que quer dizer “o peixe morre pela boca!

Aproveitando a oportunidade e respondendo a pergunta da Luciane, Candomblé ou culto aos Orixás, é uma religião brasileira, monoteísta, de matriz africana que marca a resistência do negro no Brasil. Durante a quilombagem, escondidos nas matas os negros receberam influências dos gentios brasileiros, os índios, que lhes mostraram as ervas e plantas brasileiras e a forma de sobreviverem nas matas, marcando os candomblés com suas presenças e suas práticas religiosas.

O Caboclo é reverenciado nos Candomblés.


A Umbanda é uma religião brasileira monoteísta, de raiz africana também, faz culto aos Orixás, mas que recebe em seu bojo grande influência da burguesia branca, Catolicismo, e também dos índios brasileiros. Tem grande influência Bantu, tudo indica que começou a partir das makumbas cariocas, que tinham o hábito de reverenciarem seus ancestrais, que eram os espíritos dos Pais e Mães Velhos.

Mais tarde a Umbanda, recebe influência do Kardecismo e através da figura de Zélio Fernandino de Moraes e do advento do Caboclo das 7 Encruzilhadas, ratifica a Umbanda como nós hoje a conhecemos, marcada pela tríade: Pureza, que nos é ensinada pelas crianças, Fortaleza e vigor que nos é passada pela força adulta dos Caboclos de Umbanda e Sabedoria e humildade que nos é passada através da forma senil dos nossos queridos Pretos e Pretas Velhas.

O assunto é longo e complexo, há muito mais o que se falar, mas vale o resumo.

Peço desculpas aos meus irmãos de outras nações do Candomblé porque me detive no ketu que é onde fui iniciada.

Não poderia deixar de falar do Omolokô, vertente formadora e enriquecedora da Umbanda, quando Tatá Tancredo da Silva Pinto, volta de Angola validando tudo que já existia em termos de Umbanda até então.

Gostaria de comentar também que as diferenças entre as várias vertentes na Umbanda é devido a quantidade de influências africana, indígena e branca e mais recentemente das religiões de matriz orientais, que cada terreiro adota.

A Umbanda é o resultado do turbilhão multicultural que é o Brasil, é universalista porque aceita em seu corpo as diversas influências, é plural porque há várias formas de se fazer Umbanda, e é convergente porque seu objetivo é sempre direcionar todos que a procuram para a verticalidade, ensetando o homem à Deus.

Não é uma "esculhambação" como o entrevistador falou.

Afinal porque deveríamos desprezar o conhecimento humano acumulado se somos seres racionais? A Umbanda faz esta síntese e abre um caminho ímpar no que diz respeito a Caridade.

Saravá, Mucuiú, Motumbá Asè!

Kolofé aos mais velhos.

Mãe Marcia D’Oya.



TUDO É PERFEIÇÃO

Schopenhauer, em seu esplêndido ensaio intitulado “Sobre a aparente intencionalidade no destino do indivíduo”, assinala que, quando você alcança uma idade avançada e olha para o tempo de vida que ficou para trás, pode lhe parecer que este teve uma ordem e um plano consistentes, como se concebidos por algum romancista. Acontecimentos que, quando ocorreram, pareciam acidentais e passageiros transformam se em fatores indispensáveis na composição do enredo. Então, quem compôs esse enredo?



Schopenhauer sugere que, assim como os seus sonhos se engendram a partir de um aspecto seu que é ignorado por sua consciência, toda a sua vida é engendrada pela vontade que há em você. E, assim como as pessoas que você teria conhecido por mero acaso transformam- se em agentes importantes na estruturação da sua vida, você também terá servido, sem o saber, como um agente atribuidor de significação às vidas de outras pessoas. O sistema todo movimenta-se e ajusta-se como uma grande sinfonia, em que cada coisa inconscientemente estrutura as demais. E Schopenhauer conclui que é como se nossas vidas fossem as imagens do grande sonho de um único sonhador, em que todos os personagens do sonho sonhassem também; desse modo, tudo se liga a tudo, movido por uma vontade de vida que é a vontade universal da natureza.


É uma idéia magnífica. Aparece na índia, na imagem mítica da Rede de Indra, uma rede de pedras preciosas na qual, em cada cruzamento de um fio com outro, há uma pedra refletindo todas as demais. Cada coisa emerge em mútua relação com as outras, de modo que você não pode censurar ninguém por coisa alguma. É exatamente como se houvesse uma única intenção atrás de tudo, sempre com algum sentido, embora nenhum de nós saiba que sentido é, nem tenha vivido a vida que de fato tencionou viver.



Arthur Schopenhauer (Danzig, 22 de Fevereiro 1788 — Frankfurt, 21 de Setembro 1860) foi um filósofo alemão do século XIX da corrente irracionalista. Schopenhauer foi o filósofo que introduziu o Budismo e o pensamento indiano na metafísica alemã. Ficou conhecido por seu pessimismo e entendia o Budismo como uma confirmação dessa visão. Schopenhauer também combateu fortemente a filosofia hegeliana e influenciou fortemente o pensamento de Friedrich Nietzsche.

Mandamentos xamânicos – Semeando a paz

Trate a Terra e tudo que pertence a ela com respeito;

Mantenha-se perto do Grande Espírito;

Mostre grande respeito pelos seus companheiros ( todos os seres);

Trabalhe junto para o beneficio de toda a humanidade;

Dê assistência e bondade onde quer que seja preciso;

Faça o que você sabe ser o certo;

Cuide do bem-estar da mente e do corpo;

Dedique parte dos seus esforços para um bem maior;

Seja honesto e verdadeiro todo o tempo;

Assuma responsabilidade pelos seus atos.


Projeto Xamanismo e Consciência -
Vitor Hugo França

QUEM ESTÁ PREPARADO PARA A INGRATIDÃO?

Um dia desses, li uma frase que chamou muito minha atenção. Essa frase, se bem me lembro, estava no mural de um Terreiro e dizia: “se você quer trabalhar fazendo a caridade então você precisa estar preparado para lidar com a ingratidão.” Pois é, no primeiro momento que li essa frase foi como se eu levasse um soco no estômago, depois de minutos percebi a grandeza e a verdade dessas palavras.



Quem tem sob sua responsabilidade outras vidas, ou seja, o Sacerdote, Pai espiritual, Madrinha, Dirigente, sabe muito bem o que essa frase representa, sabe muito bem o que é sentir e vivenciar a ingratidão, afinal, o respeito, o carinho, o amor e a admiração duram até o pronunciamento do primeiro NÃO. Simples, não?!? É só dizer NÃO que se perde o valor, a admiração e o Pai de Santo ‘já não presta mais’, aliás esse é um excelente teste de respeito e amor que pode ser feito em qualquer situação: no convívio familiar, no trabalho, antes de formar uma sociedade, no relacionamento amoroso etc, é só dizer NÃO à uma pessoa ou situação e aguardar o resultado. Ah, mas não se preocupe pois o resultado é quase que imediato! O mimo, o vitimismo, o egocentrismo, a prepotência e, porque não dizer, a infantilidade, estão tão enraizados no íntimo de alguns seres humanos que o reflexo ao NÃO é quase que imediato mesmo que ainda inconsciente ou sutil. Mas o pior é que esse reflexo muitas vezes é tão agressivo, é tão evidente e tão expressivo que acaba contaminando pessoas próximas, acarretando a ‘saída’ em massa de médiuns de um Terreiro. É a ingratidão coletiva! É triste ver isso acontecer! Mais triste ainda é ver todo um trabalho espiritual, toda uma ação divina que estava atuando na vida do médium e dos médiuns ser agressivamente rompida pelo egocentrismo humano.



É saber que o Pai de Santo só presta enquanto abaixa a cabeça e concorda com tudo, como que se ele não tivesse direito de comandar seus médiuns e mandar em seu terreiro, como que se ele e todos seus anos de preparo e experiência não representassem nada perto do “médium sabichão”. É índio querendo ser cacique. É ver lobo em pele de carneiro fazendo e desfazendo aquilo que bem quer como se ninguém estivesse vendo, como se não houvesse uma Força Superior que tudo vê, tudo sabe e tudo sente.


É perceber a tristeza das Entidades Espirituais que acompanham aqueles médiuns quando tomam uma atitude dessa. Afinal, nós temos o livre arbítrio, nós podemos ir e vir, mas muitas Entidades não. Muitas vezes elas ficam entregues aos caprichos dos médiuns, pois têm como missão acompanhá-los por todas suas passagens nesse plano. E ai? Será que é muito difícil para os médiuns pensarem nas Entidades que o acompanham nesse momento? Será que é muito difícil pensar em algo maior, em algo que vai além do próprio umbigo?



É preciso sair do egocentrismo e saber que uma atitude pode influenciar muitas coisas, pessoas e espíritos. É importante pensar em um TODO, pensar na capacidade e não no desejo pessoal. E é alicerçado nesse pensamento que


muitas vezes um Pai (e aí pode ser pai de santo, pai carnal ou pai espiritual) diz NÃO a um filho. Pena que esse filho está ainda tão acostumado com mimos e ainda tão preocupado com seu desejo pessoal que acaba perdendo a grande oportunidade de sua vida de aprender, crescer e provar que já é capaz de pensar no TODO.



E aproveitando a inspiração que me causam algumas frases, existem duas que sintetizam muito bem o que estou falando, uma é de um autor francês do século XVIII, Charles Pinot Duclos, que diz: “A ingratidão consiste em esquecer, desconhecer ou reconhecer mal os benefícios, e se origina da insensibilidade, do orgulho ou do interesse.” A outra é minha e me inspira diariamente: “Só nos é permitida a evolução quando nos tornamos capacitados e responsáveis pelos nossos atos.” Portanto, saber OUVIR NÃO é uma grande oportunidade de provar respeito, carinho, amor, e, principalmente, provar que cresceu como ser humano e como ser espiritual, que consegue pensar em todos, em possibilidades, em determinação, em persistência e humildade.



Aceitar “NÃO” é sair do desejo pessoal e entrar no mais importante estágio de evolução. Tenho certeza que os grandes líderes só se tornaram “grandes” e “líderes” depois de terem ouvido muitos NÃOS.



Um ótimo final de semana a todos e que, a partir de agora, os nãos que surgirem em nossas vidas sejam interpretados de forma diferente !! Muito Axé !!



**A foto de capa do Juca chame-se “Misticismo” do fotógrafo Paulo Pinto, retirada do site www.olhares.com**


Escrito por Mãe Mônica Caraccio \\ tags: Editorial Juca, Ingratidão, Pais Espirituais



UMBANDISTA? Faça o teste.

VOCÊ SABE POR QUE OS PRETOS VELHOS TÊM EM SEUS NOMES UMA MISCELÂNEA DE PALAVRAS QUE ESTÃO LIGADAS TANTO À ORIGEM PORTUGUESA QUANTO A AFRICANA, COMO MARIA CONGA E JOSÉ DE ANGOLA?


Porque na época da escravatura esses negros eram obrigados a aprender e praticar os dogmas de seus feitores, não somente em relação à religião, mas também eram obrigados a receber outro batismo e agora ganhar o nome de seus senhores, o que forçava-os a esquecerem suas origens. As crianças escravas também eram batizadas duas vezes, a primeira, ocultamente, na nação da qual pertenciam seus pais recebendo um nome de acordo com a seita (Angola, Congo, Moçambique, etc). A segunda vez, na pia batismal católica, era exigida pelos senhores e nesta a criança recebia o primeiro nome de seu senhor e em alguns casos recebia também um sobrenome que o relacionava à Fazenda onde nascera, por exemplo Antônio da Coroa Grande.

VOCÊ SABE O QUE É CAMPO MEDIÚNICO?

O campo mediúnico pode também ser chamado de Campo Eletromagnético e não deve ser confundido com a aura. Ele é responsável pela captação de energias Etéricas e pela ligação com o Plano Espiritual. Sua sede está no chacra coronário derramando-se em torno do corpo numa distância de 30 a 60 cm dele. Nesse campo mediúnico estão as ligações com o plano espiritual e energias etéricas, que podem ser boas ou ruins dependendo da condição mental do Ser. Isso significa que se a pessoa estiver mentalmente positiva essa energia se refletirá em seu campo mediúnico que automaticamente atrairá para si espíritos de energia positiva, agora se ela estiver negativada atrairá espíritos negativos. Isso não é mistério, é lei! É a famosa LEI DA AFINIDADE, tão mal compreendida pelas pessoas. Todas as pessoas, independente de mediunidade, têm esse Campo Mediúnico que muitas vezes está sobrecarregado de energias etéricas negativas refletindo no mental.

VOCÊ SABE DIFERENCIAR UM ASSENTAMENTO DE UMA FIRMEZA?

ASSENTAMENTO é a Força do Orixá trazida para dentro do Terreiro e que deverá estar iluminada e ser alimentada constantemente tornando-se um Ponto de Força Divino captador e emissor de energias.

FIRMEZA é a emissão das irradiações do Guia ou do Orixá somente no momento em que se ilumina o ponto firmado. É aquela vela que acendemos com um propósito bem definido, como para imantar um objeto ou solicitar proteção durante algum trabalho.

VOCÊ SABE O QUE REPRESENTA O CHIFRE?

Representa a fertilidade, a vitalidade, a sabedoria e a ligação com as energias do Cosmo, é Símbolo de honra e respeito. Você sabia que muitos Deuses antigos como Cornífero, Baco, Pã, Dionísio e Quiron foram representados com chifres? Você sabia que quando o homem saía em busca de caça ao retornar à sua tribo colocava os chifres do animal capturado sobre sua cabeça com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos e que, graças a ele, todo o clã seria nutrido e a partir disso ele era considerado o “Rei”? Você sabia que na Babilônia o grau de importância dos Deuses era medido em decorrência do número de chifres a Ele atribuído? Que Alexandre, o Grande, declarou-se Deus ao tomar o trono do Egito onde encomendou uma pintura sua ornada de chifres? E mais, você sabia que até Moisés foi homenageado com chifres pelos seus seguidores em sinal de respeito aos seus feitos e favores divinos? Como se pode perceber os chifres, desde tempos imemoráveis, são considerados símbolos de realeza, divindade, fartura e sabedoria.

VOCÊ SABE A DIFERENÇA ENTRE LINHA, LEGIÃO E FALANGE DE UMBANDA?



LINHA – São grupos de Legiões que pertencem a uma determinada vibração – Orixá. Como exemplo, temos todos os Caboclos pertencendo à vibração de Oxóssi, os Marinheiros pertencendo à vibração de Iemanjá e assim por diante. Cada linha é composta de várias Legiões.

LEGIÃO – É o agrupamento de vários espíritos que se afinizam ou são atraídos por um espírito Missionário, o grande Chefe da falange, e ali aprendem e adquirem posturas próprias de sua legião. Como exemplo temos na legião de Penas Brancas que são vários espíritos com as mesmas características e atributos, assim como na legião de Pai João de Angola, etc.

FALANGE – São todas as entidades que formam uma Legião e produzem o trabalho espiritual necessário.

VOCÊ SABE O QUE É AXÉ?

A palavra AXÉ é de origem iorubá e é muito usada nas casas de Candomblé. AXÉ significa “força e poder”, mas também é empregada para sacramentar certas frases ditas entre o povo de santo, como por exemplo: Eu digo: – “Eu estou muito bem!” Outro responde: -“Axé!” Esse axé aí dito equivaleria ao Amém (que Deus permita) do Catolicismo. Mas, o AXÉ ainda pode significar a própria casa de Candomblé em toda a sua plenitude. Daí uma Yalorixá também ser chamada de Yalaxé (Iyálàse), ou seja, “Mãe do Axé” ou a pessoa responsável pelo zelo do Axé ou força da casa de Orixá. AXÉ também pode significar “Vida”. E tudo que tem vida tem origem. Chamar a vida é chamar o Axé e as origens. Os Orixás são Axé, os Orixás são Vida. Na tradição dos Orixás, AXÉ também pode significar a “força das águas, do fogo, da terra, das árvores, das pedras”.

AGORA, O QUE SERIA CONTRA-AXÉ?

O contra-axé são todas as estruturas de opressão e morte que destroem a vida das comunidades. O contra-axé ainda pode ser todas a quizilas dentro de uma casa de orixá.

VOCÊ SABE PORQUE OS PRETOS VELHOS TÊM EM SEUS NOMES UMA MISCELÂNEA DE PALAVRAS PORTUGUESAS E AFRICANAS, COMO MARIA CONGA OU JOSÉ DE ANGOLA?

Porque na época da escravatura esses negros eram obrigados a aprender e praticar os dogmas de seus feitores, não somente em relação à religião, mas também eram obrigados a receber outro batismo e agora com o nome de seus senhores, o que os forçava a esquecerem suas origens. As crianças escravas também eram batizadas duas vezes, a primeira, ocultamente, na nação de que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a seita (Angola, Congo, Moçambique, etc). A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta obrigatória pelos senhores e nela a criança recebia o primeiro nome de seu senhor e em alguns casos recebia também um sobrenome,que era da Fazenda onde nascera, por exemplo: Antônio da Coroa Grande.

VOCÊ SABE PORQUE BATEMOS PALMA, CANTAMOS E DANÇAMOS DENTRO DO RITUAL DE UMBANDA?

PALMAS – quando cadenciadas e ritmadas, criam um amplo campo sonoro cujas vibrações agudas alcançam o centro da percepção localizado no mental dos médiuns. Isso predispõem-nos a vibrar ordenadamente, facilitando o trabalho de reajustamento de seus padrões magnéticos.

CANTO – a Umbanda recorre aos cantos ritmados que atuam sobre alguns plexos, os quais reagem aumentando a velocidade de seus giros. Com isso, captam muito mais energias etéricas, que sutilizam rapidamente todo o campo mediúnico, facilitando a incorporação. Sem contar que quando cantamos oramos em versos aos Sagrados Orixás e Guias Espirituais.

DANÇA – a dança favorece ao médium o desligamento de tudo e a concentração em uma ação em que o movimento cadenciado facilita seu envolvimento mediúnico com os Orixás que são o próprio movimento de energia.

E aí ? É legal ir descobrindo cada vez mais os fundamentos tão cotidianos da nossa Umbanda, não é mesmo ?

Que todos tenham uma semana de muitas descobertas e de também de novas curiosidades! Axé !


Escrito por Mãe Mônica Caraccio \\ tags: estudo religioso





O QUE É ORAÇÃO?

Orar é conversar com Deus e dizer-lhe que o amamos, é bater um papo sobre tudo que é importante, tanto sobre o que é de menos importância quanto sobre o que é vital, com a certeza de que ele está ouvindo. Nos bons relacionamentos, os casais conversam a respeito de tudo. A comunicação é espontânea e transparente, por isso para que se tenha um casamento bem estruturado os casais devem conversar no mínimo uma hora por dia. Esse princípio se aplica em nosso relacionamento com Deus, uma vez que um relacionamento íntimo requer esforço e não ocorre do dia para a noite. Não se conhece Deus às pressas, precisamos conversar com Deus e somente dedicando uma hora de oração por dia as mudanças em nossa vida passarão a acontecer.


O poder da prece exerce modificações substanciais e profundas nas situações de fraqueza emocional que muitas vezes nos tornam criaturas sempre pessimistas. Quando oramos, abrimos possibilidades para que a luz se faça presente em nós e possibilitamos receptividade para que Deus, através de seus emissários nos auxilie e nos fortaleça. Neste caso a prece abre caminhos mentais e espirituais. Um único e mínimo ponto de luz que façamos já é bastante suficiente para destruir as impregnações de desânimo, depressão, desilusão e forças contrárias que não nos desejam a felicidade, afastando de nós os sentimentos muitas vezes alimentados por forças exteriores, de vingança, ódio e ressentimento. As palavras contidas numa oração ou prece, principalmente se elas já possuem uma egrégora própria, são repletas de poder e magia, portanto devem ser conscientemente pronunciadas, cuidadas e jamais usadas sem necessidade ou de forma inadequada. A oração é a hora em que nosso espírito fala com Deus, é quando nos libertamos de todas as coisas externas e nos voltamos para Deus, então é nesse momento que ouvimos a Voz de Deus.

Oração é atitude ou palavra? Tanto pode ser atitude como palavra, depende do estado da alma. Se imaginarmos a oração como uma canção de palavras e melodias percebemos que em algumas vezes é a melodia que nos comove e em outras são as palavras. Devemos ser sensitivos à musica da prece para que o coração sinta seu efeito.

Algumas pessoas dizem que a fé é produzida pelos milagres. Mas outras sabem que milagres resultam da fé!

Que todos passem a semana em profundas e verdadeiras orações. Muito Axé !

Escrito por Mãe Mônica Caraccio \\ tags: Oração Umbanda



O QUE SÃO PONTOS RISCADOS?

Vemos nos terreiros vários objetos sendo usados como instrumentos de trabalho, são poderosos elementos energéticos que facilitam a ação espiritual beneficiando o assistido. Entre tantos elementos como águas, charuto, pedras, ervas, velas, toalhas, quero chamar a atenção para a PEMBA.




A pemba é um dos elementos de maior poder energético que a Umbanda tem e é usada durante, antes e depois de uma gira espiritual acontecer, além disso, é um elemento que representa e atua na Umbanda em todos os sentidos e de várias formas. Não é à toa que nos referimos aos médiuns umbandistas como “filhos de pemba”, não é à toa que a pemba não pode faltar em qualquer ato ritualístico da Umbanda, seja casamento, batizado, ato fúnebre ou mesmo nas giras assistenciais, não é à toa que, antes do atendimento assistencial, pontos são riscados pelos guias e, com certeza, conhecem coisas que nós nem fazemos ideia.


Quando ela é usada como pó junto com a energia do sopro, envolve todo o ambiente e todos os espíritos encarnados e desencarnados de forma poderosíssima, iniciando um trabalho de limpeza, harmonização ou até de descarga; claro que isso depende da composição dos elementos adicionados à pemba que está sendo utilizada e da forma que é soprada essa pemba.


Quando usada nos Pontos Riscados, o símbolo riscado transforma-se em um Símbolo Sagrado com grande Poder de Ação, traz toda a força misteriosa da “Grafia dos Orixás” que são signos e símbolos magísticos que abrem ou fecham portais, que trazem ou repelem energias, ativam ou desativam forças astrais e da natureza, portanto têm o poder de fechar, trancar, abrir, quebrar, direcionar, harmonizar, transformar, equilibrar os Terreiros, assim como os médiuns pois atuam em seus campos mediúnicos.


Importante comentar que a escrita mágica simbólica com seus infinitos signos e símbolos é tão antiga quanto a humanidade e são encontrados pelos arqueólogos em construções antiquíssimas, em túmulos, dentro de templos religiosos, lugares de cultos, seitas. Mesmo porque a comunicação escrita surge através de símbolos, traços, pontos e não através de letras como estudamos hoje. Portanto, essa escrita mágica simbólica, usada pelos guias espirituais, não é propriedade da Umbanda e sim, é um bem colocado à disposição da humanidade pelos povos antigos e pelos seres espirituais superiores que dela muito tem se servido no decorrer dos séculos.



A Pemba também é usada no médium como forma de Cruzamento, esse ato melhora a mediunidade, protege, potencializa o dom mediúnico etc. O Cruzamento com Pemba é um ritual utilizado na Umbanda importantíssimo. Sabemos que um médium de incorporação antes de iniciar seus trabalhos espirituais tem que ser cruzado abrindo e fechando canais energéticos, magnéticos e divinos.


Claro que não para por aqui, mas acredito que com essas informações dá para se ter uma idéia de como é necessário o conhecimento e o bom senso, afinal é necessário saber confeccionar e consagrar uma pemba, saber preparar as misturas e saber assoprá-las, saber o que representa, pelo menos alguns Símbolos Sagrados e suas funções, direções, energias, pontos de entrada e saída.



Saiba que, infelizmente, têm muitas pessoas riscando pontos aleatoriamente sem um pingo de cuidado e conhecimento e, com isso, estão abrindo portais negativos, ativando baixo astral e, pior, invertendo pontos Sagrados sem ao menos se darem conta do reflexo de suas ações. Saiba, o mau uso da Pemba ou do Ponto riscado pode levar a consequências imprevisíveis, comparáveis as de um leigo em assuntos de eletricidade, entrando numa casa de força e pondo-se a manejar as chaves ou embaralhando os fios, o que acabará provocando curtos-circuitos, incêndios e eletrocussões em si e nos outros.

Não podemos esquecer que simbolicamente a PEMBA é a caneta da Umbanda, é com ela que registramos todas nossas ações no Livro Sagrado da Lei.

Espero que com isso esclarecido acenda-se a Luz do Conhecimento, da Responsabilidade e do Bom Senso sobre todos e que, acima de tudo, nos tornemos capacitados para lidar com tantas coisas Sagradas e com tantas pessoas necessitadas.

Fica aqui meu apelo: ESTUDEM…


Chega de boas intenções. Precisamos SABER, ENTENDER e AGIR COM RESPONSABILIDADE E SABEDORIA.


Mesmo porque, de boas intenções o inferno está cheio…


Axé a todos, aproveitem essas poucas informações sobre a pemba e os pontos riscados e estimulem-se a estudar mais a Umbanda e seus fundamentos.


Para fechar, uma curiosidade:




COMO ERA FABRICADA A PEMBA


Era privilégio do sacerdote mais velho da tribo a direção dos trabalhos da fabricação da pemba, esta era feita por moças virgens em completo jejum presididas pelo sacerdote, que durante a fabricação não podia tomar alimento de espécie alguma nem beber água, apenas fumava o seu cachimbo, que era considerado sagrado. Durante três dias e três noites e às vezes mais, era trabalhada a pemba, acompanhada por música de congo, as virgens cantavam sem cessar preces à Virgem, para que ela transmitisse todas as suas virtudes às virgens. Depois de pronta a pemba era posta a secar sem que apanhe sol, guardada em um terreno por virgens e guardas indígenas que impediam que algum ladrão viesse a se apoderar de algumas. Isto feito, a pemba era guardada em vasilhas de palha para serem empregadas nas grandes cerimônias.




Trechos retirados da apostila “PONTO RISCADO & PEMBA NA UMBANDA”, material didático que pertence ao grupo de estudo Ponto Riscado e Pemba na Umbanda ministrado por mãe Mônica Caraccio no Centro Cultural e Social de Umbanda Carismática

Quais os sinais para identificar um médium?

Monica Buonfiglio

O primeiro sintoma da mediunidade é a facilidade em captar energias negativas no local. O médium começa a abrir a boca, sente dores de cabeça quando está em um lugar com grande aglomeração de pessoas, torna-se irritadiço por qualquer motivo e tem dificuldades no convívio com a família, chegando a pensar que ninguém entende o que está se passando com ele.

» Conheça Chico Xavier e a mediunidade em série especial


» Francisco Cândido Xavier


» O que acontece em uma manifestação mediúnica?


» O que é mediunidade?

Como é mais sensível do que os outros, até porque na maioria dos casos ele vê espíritos, ocorre com mais frequência as flutuações de humor, além de vivenciar situações estranhas e aflitivas. Depois, ao estudar a doutrina, tem condições de entender seu processo mediúnico e desenvolvê-la em centros espíritas. Coisas incomuns também passam a ocorrer como coincidências, a visão de vultos e em alguns casos, a necessidade de escrever.

O que é mediunidade?

Monica Buonfiglio

O maior estudioso deste tema foi o fundador do Espiritismo, Allan Kardec (1804 ¿ 1869), que assim definiu a mediunidade: "todo aquele que sente em um grau qualquer influência dos espíritos é, por esse fato, médium".

» Conheça Chico Xavier e a mediunidade em série especial


» Francisco Cândido Xavier


» O que acontece em uma manifestação mediúnica?


» Quais os sinais para identificar um médium?

Os médiuns são porta-vozes de um mundo que as pessoas desejam que exista. Isto ocorre porque a ciência deixa de satisfazer ou atender a uma necessidade emocional. Eles são, portanto, canais de alívio para muitas aflições. São encontrados na religião espírita, no catolicismo e não raro em outras religiões que seguem normas mais rígidas.

A mediunidade não escolhe credo, raça ou condição social. Ela é divina e universal, capaz de produzir um fenômeno de atração magnética, e assim como um ímã, consegue captar o campo áurico de uma pessoa que já morreu. O médium é uma ponte entre vivos e espíritos, e experimentam fenômenos que desafiam até a ciência.

A incorporação deve ocorrer de maneira suave, harmônica, sendo o médium um portador de palavras de amor. Depois do término dos trabalhos, ele precisa refazer o seu ectoplasma, a substância semiespiritual que se renova posteriormente, devendo ingerir proteínas para retornar ao seu estado normal.

O médium possui uma responsabilidade maior do que uma pessoa comum. O dever de todo médium é amar, respeitar o próximo, doar seus ouvidos e consolar os que necessitam. Deve aperfeiçoar a moral dos homens e lembrar que todos nós estamos sujeitos a lei do karma, da causa e do efeito. É importante aplicar-se ao serviço do bem, convertendo-se em um instrumento de luz para si próprio e para todos os que o rodeiam.

No Brasil, no que se refere à mediunidade e à espiritualidade, tem-se como ensinamento: "dê de graça o que de graça recebeste" (na Inglaterra, a sessão espiritual é cobrada).

O físico francês Patrick Druot, pesquisador do Instituto Monroe dos Estados Unidos, afirmou que: "não é possível dizer que a mediunidade não existe; a ciência sabe como o cérebro funciona quimicamente, mas ainda não sabe o que faz o cérebro funcionar nos casos mediúnicos".



O que acontece em uma manifestação mediúnica?

Monica Buonfiglio

O médium começa fechando seus olhos, deixando a mente quieta (meditação) para que, depois de alguns minutos, ocorram os arrepios, a sensação de calor, a aceleração dos batimentos cardíacos, alguns movimentos involuntários e a sensação de outra energia ao seu redor.

» Conheça Chico Xavier e a mediunidade em série especial


» Francisco Cândido Xavier


» O que é mediunidade?


» Quais os sinais para identificar um médium?

Assim, inicia o funcionamento cerebral nas regiões da glândula pineal (centro do cérebro), lobo temporal e o sistema límbico, responsável pelas emoções. A atividade na respiração celular faz com que se produza o ectoplasma, ou seja, a energia humana que possibilita o corpo contatar com o espírito.

A glândula pineal é definida como uma espécie de "antena" que capta as vibrações dos espíritos. Também é responsável por regular a produção hormonal e funciona no desenvolvimento do corpo. Ela produz melatonina, que tem um efeito sedativo e é responsável pela percepção da passagem do tempo - isto explica o fato do médium não ter noção do tempo que ficou em transe.

O aumento do interesse pelos assuntos relacionados à mediunidade é explicado pelo desejo da certeza de que a morte não é o fim, e que é possível contatar com os que já partiram (e que se encontrarão posteriormente).

Francisco Cândido Xavier

Chico escreveu incansavelmente dos anos 30 aos anos 90, contribuindo para a popularização do espiritismo.




















Francisco Cândido Xavier



Monica Buonfiglio


Francisco de Paula Cândido ou, como ficou mais conhecido, Chico Xavier, nasceu em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, em 2 de abril de 1910 e desencarnou (faleceu) em 30 de junho de 2002. Suas visões começaram a surgir quando estava com quatro anos de idade, mas ninguém deu muita importância para isso. Aos 13 anos, quando sua irmã adoeceu, participou de uma sessão espírita e, a partir daí, começou a estudar os livros de Allan Kardec e seguir a doutrina espírita.

» Conheça Chico Xavier e a mediunidade em série especial


» O que acontece em uma manifestação mediúnica?


» O que é mediunidade?


» Quais os sinais para identificar um médium?

Depois de quatro anos de estudo, Chico psicografou seu primeiro livro, Parnaso de Além Túmulo (1932), no qual transcreveu poemas de Augusto dos Anjos, Antero do Quental, Olavo Bilac e outros poetas então já falecidos. Foi a partir de então que Emmanuel, seu mentor, passou a ditar seus livros.


Dentre seus 450 livros psicografados*, dos quais nunca se intitulou autor, pois apenas reproduzia o que os espíritos ditavam, o que Chico mais gostou foi Paulo e Estevão, pois contém informações detalhadas sobre o apóstolo Paulo. O livro escrito pelo espírito Humberto de Campos, que relata sobre a vida de Jesus, também o sensibilizou muito. Devemos lembrar, aqui, que o médium tinha apenas o curso primário.

Iniciou seu trabalho mediúnico em 1927 e atuou nas obras caritativas por toda sua vida. Sua tarefa de ajudar as pessoas nunca foi fácil. Chico faz caridade aos necessitados através de doações de roupas, alimentos, brinquedos e de sua verdadeira vocação espiritual. Ele possuía o dom da palavra e sabia expressar os ensinamentos sobre o espiritismo de forma clara e perfeita. Muitos acreditam que Chico Xavier é a reencarnação de Allan Kardec, o codificador do espiritismo.

Chico morou grande parte da sua vida em Uberaba, Minas Gerais. Esta casa é, atualmente, um museu junto à Fundação Chico Xavier. O eterno, o humilde, o discernimento em pessoa se autodefine: "sei o que devo ser e ainda não sou, mas rendo graças a Deus por estar trabalhando, embora lentamente, por dentro de mim mesmo, para chegar, um dia, a ser o que devo ser".

Com 50 milhões de livros vendidos em vários países, traduzido para mais de dez idiomas, milhares de psicografias e com todos os direitos doados, Chico escreveu incansavelmente dos anos 30 aos anos 90, contribuindo para a popularização do espiritismo codificado por Allan Kardec.

Não faltam homenagens no centenário do maior médium do mundo: um filme baseado em sua biografia, livros, selo comemorativo e festas em todo o País. Em um site internacional, Chico destaca-se como o homem mais popular e querido do Brasil.

* Entre suas obras as mais conhecidas estão: Há Dois Mil Anos (1939), O Consolador (1941), Nosso Lar (1944), Ação e Reação (1957), Evolução em Dois Mundos (1959), Mecanismos da Mediunidade (1960), Mediunidade e sintonia (1986), Queda e Ascensão da Casa dos Benefícios (1991) e Escada de Luz (1999).

domingo, 21 de março de 2010

UMBANDA

Umbanda Popular - Que era praticada antes de Zélio e conhecida como Macumbas ou Candomblés de Caboclos; onde podemos encontrar um forte sincretismo - Santos Católicos associados aos Orixas Africanos;







Umbanda tradicional - Oriunda de Zélio Fernandino de Moraes; Umbanda Branca e/ou de Mesa - Nesse tipo de Umbanda, em grande parte, não encontramos elementos Africanos - Orixás -, nem o trabalho dos Exus e Pomba-giras, ou a utilização de elementos como atabaques, fumo, imagens e bebidas. Essa linha doutrinaria se prende mais ao trabalho de guias como caboclos, pretos-velhos e crianças. Também podemos encontrar a utilização de livros espíritas como fonte doutrinária;






Umbanda Omolokô - Trazida da África pelo Tatá Trancredo da Silva Pinto. Onde encontramos um misto entre o culto dos Orixás e o trabalho direcionado dos Guias;






Umbanda Traçada ou Umbandomblé - Onde existe uma diferenciação entre Umbanda e Candomblé, mas o mesmo sacerdote ora vira para a Umbanda, ora vira para o candomblé em sessoes diferenciadas. Não é feito tudo ao mesmo tempo. As sessões são feitas em dias e horários diferentes;






Umbanda Esotérica - É diferenciada entre alguns segmentos oriundos de Oliveira Magno, Emanuel Zespo e o W. W. da Matta (Mestre Yapacany), em que intitulam a Umbanda como a Aumbhandan: "conjunto de leis divinas";






Umbanda Iniciática - É derivada da Umbanda Esotérica e foi fundamentada pelo Mestre Rivas Neto (Escola de Síntese conduzida por Yamunisiddha Arhapiagha), onde há a busca de uma convergência doutrinária (sete ritos), e o alcance do Ombhandhum, o Ponto de Convergência e Síntese. Existe uma grande influência Oriental, principalmente em termos de mantras indianos e utilização do sanscrito;






Umbanda de Caboclo - influência do cultura indígina brasileira com seu foco principal nos guias conhecidos como "Caboclos";


Umbanda de pretos-velhos - influência da cultura Africana, onde podemos encontrar elementos sincréticos, o culto aos Orixás, e onde o comando e feito pelos pretos-velhos;






















Palavra "Umbanda"


.


Origem 1






Na Africa em terras bantas, muito antes de chegada do branco, já existia o culto aos ancestrais (chamados depois no Brasil "guias"). Também era conhecida a palavra "mbanda" (umbanda) significando "a arte de curar" ou "o culto pelo qual o sacerdote curava", sendo que mbanda quer dizer "O Além - onde moram os espíritos". Os sacerdotes da umbanda eram conhecidos como "kimbandas" (ki-mbanda = comunicador com o Além).














Origem 2






A palavra Umbanda é um vocábulo sagrado da língua Abanheenga, que era falada pelos integrantes do tronco Tupy. Diferentemente do que alguns acreditam, este termo não foi trazido da África pelos escravos. Na verdade, encontram-se registros de sua utilização apenas depois de 1934, entre os cultos de origem afro-ameríndia. Antes disto, somente alguns radicais eram reconhecidos na Ásia e África, porém sem a conotação de um Sistema de Conhecimento baseado na apreensão sintética da Filosofia, da Ciência, da Arte e da Religião.


O termo Umbanda, considerado a "Palavra Perdida" de Agartha, foi revelado por Espíritos integrantes da Confraria dos Espíritos Ancestrais. Estes espíritos são Seres que há muito não encarnam por terem atingido um alto grau de evolução, mas dignam-se em baixar nos templos de Umbanda para trazer a Luz do Conhecimento, em nome de Oxalá - O Cristo Jesus. Utilizam-se da mediunidade de encarnados previamente comprometidos em servir de veículos para sua manifestação.






Os radicais que compõem o mote UMBANDA são, respectivamente:






AUM - BAN - DAN. Sua tradução pode ser comprovada através do alfabeto Adâmico ou Vattânico revelado ao Ocidente pelo Marquês Alexandre Saint-Yves d'Alveydre, na sua obra "O ARQUEÔMETRO".






AUM significa "A DIVINDADE SUPREMA"


BAN significa "CONJUNTO OU SISTEMA"


DAN significa "REGRA OU LEI"






A UNIÃO destes princípios radicais, ou AUMBANDAN, significa "O CONJUNTO DAS LEIS DIVINAS"














Origem 3






A palavra Umbanda significa " Um " = " Deus " e " banda " = "povo ", que vem da velha África há 7 mil anos, quando esse povo era livre em suas tribos e eram felizes juntos com os animais e a natureza, onde cultuavam os seus Deuses e os seus Orixás .


Esse povo não tinha e não conhecia a maldade, mas com a chegada dos homens brancos que pela suas saudades e ganâncias de dominadores e religiosos, acabaram por conhecê-la.


Através dos séculos procuraram mentir e enganar os seus adeptos brancos de que os negros eram inferiores (por causa de sua cor); os fizeram de escravos em porões imundos de navios negreiros em que a maioria deles, não chegavam vivos.


Ao chegarem ao Brasil, receberam os piores castigos dos donos dos Engenhos e capatazes.


Nas Senzalas, recebiam os piores castigos por não falarem o idioma português e, não cultivavam a religião dos mesmos " claro, a religião Católica "; os alimentos eram os mesmos dos animais, isto é, quando haviam sobras, mas só que os negros tinham a Fé em " OXALÁ ", que como para os brancos era "Deus ", que é Universal.


Claro que veio a libertação dos escravos como todos sonhavam, com a Princesa Isabel, mesmo assim, o calvário continuou até que em 1917, o médium chamado Zélio de Morais, que morava no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, que recebeu o Espírito do Caboclo das 7 Encruzilhadas em um centro Kardecista, e foi expulso por não pertencer ao Núcleo, resolveu o mesmo, por Deferência Divina, fundar a "Umbanda" por ordem do mesmo Caboclo.

OBSESSÃO ESPIRITUAL

Apesar da poucas e insuficientes pesquisas que temos, relatos de casos indicam que estes fenômenos podem ocorrer em momentos de cura ou obsessão espiritual


Antes de mais nada, já que vamos utilizar termos estrangeiros de origem francesa, vamos esclarecer o que eles significam. Segundo o dicionário Larousse, a palavra apport vem do infinitivo do verbo apporter, que significa "trazer", enquanto que endopport quer dizer "trazer para dentro".


Mas, afinal de contas, o que vem a ser exatamente apport e endopport? De acordo com estudiosos, são classificados na parapsicologia como fenômenos Psi-Kapa. Na doutrina espírita são considerados fenômenos de efeitos físicos.


apport é o fenômeno de introdução de objetos em locais ou móveis fechados. Por exemplo: uma flor, uma cadeira, uma pedra etc., são transportadas para uma sala totalmente fechada e sem nenhuma abertura por onde esses objetos possam passar. William Crookes, cientista e estudioso da doutrina, que, a princípio, não acreditava nessa possibilidade, desafiou os espíritos a fazerem uma coisa muito mais simples: baixar o prato de uma balança lacrada de laboratório. Porém, ao prosseguir em suas pesquisas, Crookes viu e constatou a veracidade do fenômeno com objetos maiores e, muitas vezes, bastante pesados, conforme relata em seu livro Fatos Espíritas.






No entanto, nas atuais pesquisas da parapsicologia, esses fenômenos, considerados como de ação direta da mente sobre a matéria foram e continuam sendo produzidos. Até mesmo corpos humanos podem ser transportados de um local para outro sem que se perceba por onde passaram.






Mas por que fenômenos como esse acontecem e com que objetivo? Os espíritos pertubadores se valem desse fenômeno para assustar ou amedrontar suas vítimas. O prof. Friedrich Zollner, em seu livro Física Transcendental, relatou suas experiências com esses fenômenos na Universidade de Leipzig, na Alemanha. Pesquisadores da Universidade de Kirov, na Rússia, constataram e explicaram a mecânica desses fenômenos como sendo produzidos por emissões de correntes energéticas do corpo bioplásmico (perispírito) do médium. Assim, apesar das críticas, está perfeitamente confirmada a existência do apport.






Quanto ao fenômeno de endopport, ele é um pouco mais complexo, pois se refere à introdução de objetos nos corpos humanos. Ainda não teve uma explicação científica suficientemente comprovada por experiências de laboratório. É considerado, na medicina psiquiátrica, como um simples ato de autoflagelação. Porém, os fatos observados ultimamente contrariam as interpretações superficiais e apressadas das correntes psicoterapêuticas. O endopport está intimamente ligado aos casos de vampirismo (obsessão) e os observadores espíritas o consideram um fenômeno bifronte, ou seja, pode ser autoflagelação em alguns casos e de efeitos físicos em outros. E mesmo nos casos de possível autoflagelação, é admissível a interferência do obsessor em suas manifestações.






Por outro lado, há uma evidente e íntima correlação dos casos de endopport com os fenômenos de cura paranormal e operação mediúnica. Os casos de autoflagelação decorrentes de distúrbios psíquicos da vítima implicariam a ação consciente desta, introduzindo ela mesma os objetos em seu corpo. Favorece essa interpretação o fato de objetos como agulhas, pequenos fios de arame, pequenos estiletes de madeira ou de metal geralmente serem facilmente introduzidos no corpo, sempre com uma disposição que favorece a operação pela própria vítima ou quase sempre em partes do corpo que não oferecem possibilidades de prejuízos, como mutilações, deformações ou morte do paciente. Todavia, os cuidados também podem ser tomados pelos vampiros flagelados, que não pretendem tirar a vida da vítima, mas simplesmente torturá-la.






Nos casos de operações como as ocorridas anos atrás com a médium Bernarda Torrúbio, em Garça (SP), observadas por médicos de Marília (SP), ou as ocorridas com José Arigó, em Congonhas do Campo (MG), vistas por grande número de cirurgiões do Rio de Janeiro, São Paulo e do exterior (como a equipe de cientistas norte-americanos que pesquisou as faculdades do médium e as comprovou), verificaram-se transposições do operado para o médium. Este vomitava os resíduos da intervenção cirúrgica invisível no corpo do paciente, constatando-se posteriormente a eficácia da operação. Os interessados sobre o assunto podem consultar o livro Arigó: Vida, Mediunidade e Martírio, do prof. José Herculano Pires, que examina o caso em todos os aspectos, como o psicológico, o social, o psicopatológico e o mediúnico, além das implicações antropológicas e espirituais.






Para que se tenha um pouco mais de luz sobre o assunto, o prof. Herculano Pires afirma que a cirurgia "simpatética" de Arigó, bem como a da médium Bernarda Torrúbio, processava-se de maneira simples, através de incorporação mediúnica e imposição das mãos sem toque no paciente. Este sentia engulhos, dores leves e, quando supunha que ia vomitar, era o médium quem vomitava os resíduos da operação. Nesse processo, é evidente que havia uma transposição dos resíduos do organismo do paciente operado para o estômago do médium, que os expelia. A realidade desse fato nos leva a acreditar que, em cada operação, ocorre a evidência de uma dupla ação de endopport, tanto no paciente como no médium, confirmando a possibilidade da introdução de objetos no corpo físico por entidades vampirescas.














Endopport: um bem ou um mal?






Como vemos, o endopport é um tipo de fenômeno mediúnico que abre largas perspectivas no campo da cirurgia paranormal. Como todos os fenômenos mediúnicos, não serve apenas à ação obssessiva, mas também e sobretudo à cirurgia mediúnica. O desenvolvimento das pesquisas espíritas nesse campo poderá confirmar o que declarou o Dr. Sérgio Valle em uma entrevista que foi publicada pelo prof. José Herculano Pires, em seu livro sobre Arigó: "Ele emprega em seus trabalhos mediúnicos uma supermedicina". Cirurgião oftalmologista de renome, com teses científicas publicadas aqui e no exterior, especialista em hipnotismo e suas aplicações clínicas, o Dr. Sérgio Valle (já desencarnado), que estudou o médium, nunca aceitou as acusações de que Arigó empregava a hipnose para anestesiar os pacientes, provando tecnicamente a impossibilidade dessa prática por um médium rústico e absolutamente leigo no assunto. Ele afirmava que a anestesia e a assepsia usadas pelo médium eram de origem puramente espiritual.






As ocorrências de fenômeno de endopport são tão raras que, em geral, não aparecem nos livros de estudos mediúnicos. Entretanto, tivemos algumas ocorrências anos atrás que causaram espanto no próprio meio espírita. A persistência desses fenômenos e sua aparente resistência às práticas espíritas de combate ao vampirismo chegaram a amedrontar muitas pessoas. Existem casos que foram tratados durante 10, 15 e até mais anos sem que se tenha obtido qualquer solução. As vítimas são consideradas autoflagelantes e o caso interessa pouco aos clínicos, que se cansam de tratá-las sem resultados. No entanto, os pesquisadores espíritas descobriram que se trata de um vampirismo altamente agressivo e, assim, desenvolveram uma técnica mediúnica de doutrinação complementada por passes e estímulos às vítimas, para reagirem com compreensão às agressões e aos agressores.






A evangelização é parte fundamental da terapêutica, pois tudo indica que a agressão decorre de conseqüências do passado, de vidas anteriores, quando pessoas hoje atingidas praticaram atrocidades contra os espíritos que desejam se vingar no presente. Como nos ensinou Allan Kardec, "o provérbio popular segundo o qual morto o cão, morta a raiva, não se aplica aos homens". As vítimas de violência e assassinatos não morrem, pois sobrevivem à destruição do corpo carnal e geralmente guardam seus ressentimentos, procurando se vingar assim que possível.






As dificuldades de solução do problema decorrem, muitas vezes, devido a uma mentalidade de tendência masoquista, semeada na Terra por milênios de interpretações religiosas convencionais que dominam a maioria das criaturas. Dentro desta visão, os carrascos do passado desejariam se submeter ao flagelo para aliviarem suas consciências. Reencarnam com essa intenção e, por isso, resignam-se a passar pelos sofrimentos do resgate de suas faltas. Em geral, mostram-se conformados e sofrem pacientemente o revide que vem de longe, de outras vidas. Os problemas de consciência são muito mais agudos no mundo espiritual e, para se livrarem deles, estão dispostos a todos os sacrifícios na atual encarnação.






Precisamos lembrar que não estamos na Terra para gozar ou sofrer, mas para enfrentarmos as necessidades de nossa evolução. Ela não nos leva para o servilismo degradante, mas para a consciência de nosso destino superior, como criaturas espirituais que somos. Se, em uma sessão de desobsessão, o doutrinador conseguir dar a esses seres amedrontados uma visão mais racional da evolução espiritual, conseguir-se-á despertar neles a fé nos objetivos maiores de Deus, gerando a esperança e fortificando os espíritos.






O Espiritismo reúne em seus princípios a Ciência, a Filosofia e a Religião, aprofundando nossa visão da realidade. Não somos condenados, somos criaturas livres e temos que nos aprimorar para assumirmos toda a liberdade de seres conscientes de nosso destino superior. Se estamos em processos dolorosos provenientes de erros cometidos em vidas anteriores, dispomos também da vida presente e das vidas futuras para corrigirmos nossos erros. Deus não quer nosso sofrimento, mas nossa libertação. Foi isso que Jesus quis passar quando disse: "Conhecereis a verdade e ela vos libertará".






Portanto, a utilização dos fenômenos de endopport no vampirismo é proveniente de nossa arrogância, que nos levou a uma situação humilhante. Entretanto, se soubermos usar isto para desenvolvermos a humildade, veremos que as entidades obsessoras começarão a aprender, com nosso exemplo corajoso, a vencer as dificuldades a que também estão expostas. Nossa cura não pode ser obtida pela negação de nossas potencialidades divinas, mas pelo desenvolvimento delas em nós. Temos que analisar nossa condição atual e pesar prós e contras de nosso comportamento, procurando modificá-lo e reajustá-lo aos nossos verdadeiros interesses.






A obsessão é uma forma de escravização. Escravizamo-nos aos outros por preguiça ou indolência e os outros se escravizam a nós pelos mesmos motivos. Se resolvermos ser livres, vamos descobrir que podemos fazer e desfazer as coisas por nós mesmos, não precisaremos sugar dos outros o que temos em nós. Os vampiros (obsessores) sugam o mundo porque este é feito por nós, à nossa imagem e semelhança. Assim, se mudarmos nossa maneira de encarar o mundo, ele também se modificará.














Casos de endopport






O fenômeno do endopport é conseqüência das inúmeras e incessantes opressões que exercemos sobre os outros e vice-versa. Para ilustrar o que dizemos, vamos dar alguns exemplos.






O primeiro foi um caso ocorrido em Bauru (SP), com uma menina entre 15 e 16 anos de idade. Ela era vítima da introdução de botões comuns de vestuário nas regiões subcutâneas, nos braços, nas pernas e no corpo. Os botões eram introduzidos a qualquer momento, sem deixar cicatrizes na pele. O pai da menina era obrigado a levá-la para uma farmácia local ou consultórios médicos, onde era feita a incisão para extrair cada botão.






O segundo caso ocorreu também com uma menina da mesma idade da primeira, só que eram introduzidos agulhas e pedaços de arame na hipoderme da vítima. Às vezes, como ocorreu em São Paulo, quando a levaram para uma exibição na extinta TV Tupi, a introdução instantânea de espirais de arame se produzia, provocando dor, mas sem deixar sinais na epiderme. Para livrar a menina desse corpo estranho na sola do pé, que a impedia de andar, era preciso uma operação demorada. Um amigo, cirurgião-dentista em Jaboticabal (SP), onde ocorreu o fato, recorreu a um instituto de parapsicologia na capital paulista, mas este não teve condições de tratar o caso.






Com esta mesma menina, ocorriam também manifestações ígneas (capacidade para produzir fogo espontaneamente) que muito a atormentavam. Nas casas onde trabalhava como doméstica, acendiam-se labaredas inesperadamente, em lugares perigosos, queimando as roupas e outros objetos. Sempre acusada, acabava perdendo o emprego. Desesperada, suicidou-se. Os espíritos a acusavam de haver praticado magia negra no passado.






E não poderíamos deixar de citar aqui um impressionante caso de vampirismo. Em um determinado trabalho mediúnico, apareceu um jovem completamente obsediado e que simplesmente tinha uma entidade enraizada em seu estômago. Por esse motivo, os médicos encarnados nunca conseguiram curá-lo. Só que o enraizamento era tão intenso, antigo e profundo que foi preciso construir uma "prótese energética" para substituir temporariamente o estômago espiritual do paciente. Então, com recursos que desconhecemos, o órgão foi levado ao hospital, onde a entidade vampirizadora pôde ser removida. Os espíritos pediram ainda que o rapaz voltasse à noite, em espírito, para que fosse recolocado nele o órgão restaurado. Em menos de uma semana, acalmaram-se não apenas as dores, mas também outras perturbações do jovem.






Casos como os citados acima nos revelam a necessidade de se encarar a solução do problema do endopport de frente, sem preconceitos. É bastante angustiante a situação das vítimas, que, além de suas dores físicas, ainda têm de enfrentar suspeitas em seu próprio ambiente famíliar, de trabalho e no círculo de amizades, sem contar as condições psicológicas que certamente não são das melhores, necessitando de apoio nesse campo também.






Paralelamente, alguns sacerdotes procuraram e ainda procuram explicar tais fenômenos, em geral, sem conseguir convencer ninguém. As manifestações espíritas que acompanham essas ocorrências têm sido dadas por espíritos inferiores, que se referem apenas aos motivos cármicos, não fazendo referência ao mecanismo do endopport.






De acordo com pesquisas sobre apport realizadas pelo prof. Friedrich Zollner, na Universidade de Leipzig, existe a possibilidade de interpenetração de corpos estranhos em estruturas materiais fechadas. O fenômeno obsessivo de endopport possui conseqüências físicas materiais, mas sua natureza é moral e, portanto, uma questão de consciência. Nele estão envolvidos dois psiquismos em luta, duas consciências que precisam ser esclarecidas, sendo completamente inútil tentarmos resolver a questão por meios físicos.






Na verdade, temos realmente de recorrer aos processos espirituais da prece, do passe e da doutrinação. Essas são as únicas formas capazes de agir sobre entidades obsessoras e espíritos em geral, como Kardec ensinou, pois provêm da autoridade moral de criaturas esclarecidas. Só a autoridade moral de um espírito encarnado pode influir sobre o comportamento dos espíritos desencarnados. Assim sendo, os princípios doutrinários do Espiritismo nos obrigam a atender e socorrer o obsessor e sua "vítima", dissuadindo o primeiro de suas intenções vingativas e o segundo de sua atitude passiva e conformista.






As curas para casos de vampirismo existem, mas como diz André Luiz, "a graça do céu não desce a esmo, tem que ser merecida". E este merecimento é medido pelo esforço e dedicação desenvolvidos por aqueles que ainda estão ligados ao ódio e à vingança contra inimigos do passado. Com grande sabedoria e discernimento, Emmanuel explica que "no campo do espírito, as penas podem ser diminuídas e até extintas, desde que o aprendiz do evangelho esteja disputando o favor de servir ao próximo".




















Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 58.

OFERENDAS

Trecho extraído do livro: "A Magia das Oferendas na Umbanda" – autoria: Pai Juruá – no prelo








Oferenda: Objeto ou coisa qualquer que se oferece: presente; dádiva – Diz-se na Umbanda, que oferenda é um presente para captar apenas vibrações, ou melhor, para harmonizar vibrações.






Despacho: Ato ou efeito de despachar (dispensar os serviços de; mandar embora; despedir).






Muitos acreditam ser a encruzilhada de Guardiões estas de rua ou de cemitério. Mas a verdadeira "Encruza" está no campo astral e não no campo físico.






Os Guardiões somente realizam "despachos" em encruzilhadas de rua e de cemitério, desde que sejam para fins específicos, quando à necessidade de manipular energias humanas que se entrecruzam. Fora disso, as encruzilhadas de rua e de cemitério não são os pontos de força dos Guardiões.






Aquilo que rege o Macrocosmo também rege o Microcosmo, pois existe apenas uma Lei que comanda os mundos, adaptada conforme a forma de vida que esteja debaixo de sua ação e reação. As leis que ordenam e coordenam os astros, a natureza e os elementos são as mesmas leis que coordenam a biologia e a física do ser humano, exatamente por ser este influenciado pelo meio e pelas regras matemáticas dos astros e das potestades.






E a Lei que dá formação e ajuste à matéria e que faculta, inclusive, o próprio modo de ser da movimentação Cármica, a Lei Mater aplicada a movimentação dos elementos, é sintetizada na Encruzilhada dos Guardiões, ou na Roda Cabalística da Encruzilhada.






Sabemos que muitos irmãos realizam seus trabalhos ritualísticos nas chamadas encruzilhadas de rua ou cemitério. Achamos por bem alertar que encruzilhadas de rua e de cemitério são locais onde existem determinadas portas dimensionais que se ligam diretamente às covas mais profundas do Baixo Astral. São as chamadas "Portas Cruzadas" e os trabalhos feitos nestes locais, tem aceite somente por entidades que nada tem a ver com os verdadeiros Guardiões, ou são efetuados por ordens dos Guardiões de Lei, quando da manipulação energética necessária.






Nas encruzilhadas de rua e de cemitério habitam os seres mais estranhos e terríveis, verdadeiros monstros, que alteraram a forma de seu corpo astral (Zoantropia), devido a sua própria conduta mental e emocional. Adulteraram completamente seus sentidos e seus objetivos na caminhada evolutiva, sendo seres viciados, dementados e na sua maioria perversos, coléricos e vingativos. Estes são os famigerados quiumbas, seres que habitam a contraparte astral de locais como prostíbulos, matadouros, casas de jogos, cemitérios, bares e mesmo churrascarias, pois são loucos por sangue, morte, bebida e vícios, os mais variados. E são eles que recebem nas encruzilhadas de rua e de cemitério as oferendas feitas com sangue, animais mortos, ossos e todos os tipos de materiais de baixa vibratória.






Estes seres se agregam na aura dos infelizes que realizam tais práticas, como se realmente os vampirizassem, fomentando-os a realizarem sempre tais oferendas sangrentas no intuito de alimentá-los vibratoriamente. Muitos destes são acompanhados por outros seres que são chamados de "larvas astrais". Estas são formas pensamentos viciadas, que possuem a forma de baratas ou de algo semelhante a lagostas, polvos, lombrigas, etc. Tais coisas se agregam à vítima e funcionam como um sensor que a liga ao quiumba, mesmo à distância. Estas larvas trazem realmente muitas doenças, tanto mentais como físicas fazendo com que a vítima se sinta, na maior parte das vezes desanimada e sem força de vontade, só se recuperando quando estão em qualquer prática viciosa.






Esses quiumbas são combatidos pelos Guardiões de Lei da Umbanda, que exercem verdadeiro policiamento nas zonas onde existem o tóxico, o álcool, a prostituição e coisas piores. Os Guardiões os policiam para não utilizarem a contraparte etérica de elementos como o sangue, ossos, etc., por exemplo, para fins de contundência.






Na verdade, estes quiumbas são igualmente nossos irmãos, estando apenas caídos na rota evolutiva, desviados que foram por outros seres sumamente poderosos, embora intencionalmente voltados para o mal; os magos negros.






Quando os Guardiões aprisionam estes quiumbas, os levam a determinados postos corretivos no astral, onde ficarão recebendo um tratamento que lhes facultará a retomada de sua linha evolutiva afim e o possível reencarne. Dissemos possível pelo fato de muitos deles não terem condições vibratórias de reencarnarem, pois que seus corpos astrais se encontram em terrível desajuste e mesmo suas mentes estão em tal estado de revolta e ódio que seria prejudicial a si e as outras pessoas o passe reencarnatório.






Mas perguntará o leitor: já não encarnam tantos assassinos, facínoras e corruptos? Como estes conseguem o tal passe? E responderemos que estes se encontram nesta condição por já estarem extremamente melhorados e que as coisas no submundo astral são bem piores.


Determinados assassinos que reencarnam (ou mais exatamente são como que "jogados" na roda da encarnação para reajustar-se com seus afins. Só o mal corrige o mal) já foram e vieram muitas e muitas vezes, sendo que o seu livre arbítrio se torna cada vez menor enquanto não corrigirem as suas ações. Para muitos o passe da reencarnação é vedado e são estes – os mais perigosos – aprisionados em sua consciência como se fossem certas formas ovóides, em estágio estacionário. Mas este é um aspecto dos mais terríveis e perturbadores e que deixaremos de citá-lo de forma mais aprofundada para não causar traumas ao inconsciente de muitos...






É bom frisarmos que a Umbanda não doutrina o maniqueísmo, ou a


dicotomia BEM/MAL como se Deus fosse um déspota que se deleitasse em ver seus filhos sofrendo num inferno eterno. A única coisa eterna é o bem, o Amor Cósmico; sendo o mal uma distorção destas realidades e um artifício utilizado pelo Criador, a fim de sabermos diferenciar o bem do mal. O inferno está na consciência de cada um, sendo esta direcionada e escalonada de acordo com as atitudes que se realizem durante as encarnações. Pois a verdade é uma só: podemos enganar aos outros, mas jamais enganaremos a nós mesmos, que somos testemunhas de nossos próprios atos, Ninguém escapa do passado e os erros são contados e pesados não somente pelos Tribunais Cármicos, mas muito principalmente pela nossa própria consciência, pois quem já sentiu dentro de si uma fagulha que seja da Verdade e do Amor das Almas, sabe o quanto pesa as atitudes passadas e os atos infelizes realizados contra a natureza e os semelhantes.






E o que acontece com aqueles que não se questionam sobre seus atos? Estes, quando seu Carma se torna impraticável, repleto de ações negativas são direcionados a seus afins, para determinados planetas menos evoluídos ou mais primitivos que o nosso. Como? Se em nosso mundo que é uma casa abençoada necessitamos ainda pagarmos para nos alimentar, (o que já é resultado de excessivas ganâncias do passado...) embora não paguemos pela luz, ou pelo ar, existem mundos onde estas coisas são pagas, pois que estes seres formaram tal condição negativa sobre si que seus próprios atos os forçaram a construir uma sociedade afim a suas experiências passadas.






Achamos importante, para esclarecer os irmãos umbandistas, repetir que fazer entregas em encruzilhadas de rua ou de cemitério é atividade perigosíssima, principalmente quando estas entregas levam elementos animais ou mesmo materiais densamente negativos. Repetimos que a Umbanda não usa matar animais em hipótese alguma, seja para louvar Orixás ou para resolver qualquer desmando com o baixo astral. A Umbanda também não usa colocar sangue na cabeça de seus iniciandos. Acreditamos – pois temos certeza – de que o sangue atrai esta classe de espíritos do quais falamos. Os irmãos dos Cultos de Nação muitas vezes questionam a nós Umbandistas sobre o uso do sangue, alegando que este é Axé e que a sua utilização revitaliza todo o sistema magístico de um ritual; mas isto não faz parte da ritualística/doutrina da Umbanda Sagrada. Cada coisa no seu lugar, e cada liturgia na sua religião.






Nós também cremos que o sangue é Axé, mas este só realiza sua função de Princípio e Poder de Realização quando no animal vivo. Matar um animal ou vários e entregá-los no seio da Natureza é uma violação e uma afronta a esta mesma natureza, pois as vibrações expressas em oferendas deste tipo agridem aos espíritos elementares que atuam nas matas e nas cachoeiras, espíritos estes que estão aprendendo e se adaptando às realidades que os aguardam e são agredidos com estas vibrações negativas.






Pois bem, os locais corretos para se preceituar os Guardiões é simples:






1º) Identifique o ponto de força da Natureza que o Guardião irá utilizar.


2º) Providencie os materiais necessários para a oferenda, todos de energia positiva (nunca utilizar carnes, sangue, ossos ou qualquer tipo de material de baixa vibratória).


3º) Chegando ao ponto de força da Natureza, firme uma vela na cor da vibratória do Orixá correspondente; de joelhos, peça licença para o trabalho que irá realizar. Se afaste dessa vela por 77 (setenta e sete passos); aí esta o ponto de força onde os Guardiões do Orixá específico manipulam suas energias. Exemplo: O trabalho a ser


realizado necessitará a presença e a força do Guardião conhecido como – Veludo. Esse Guardião vibra as forças da Mãe Oxum. Com isso, já definiremos que teremos que realizar a nossa oferenda no ponto de força – Cachoeira. Lá chegando, firme uma vela cor-de-rosa para a Mãe Oxum, e de joelhos faça suas preces, pedindo o que necessita. Logo após, afaste-se 77 (setenta e sete) passos para qualquer lado. Nesse exato local, vibrará a energia poderosa dos Guardiões da Mãe Oxum. Assim o é para todos os Guardiões dos Orixás.






Esta é a verdadeira "encruzilhada" dos Guardiões, pois é situada na Natureza. A real encruzilhada dos Guardiões não está no campo físico, mas sim no campo astral, na combinação dos elementos naturais, que são os já conhecidos Ar – Fogo – Água – Terra – Vegetal – Mineral – Animal – Etérico Humano e Magnético Telúrico, formando o ciclo da vida, havendo os segredos invioláveis deste mistério que é conhecido apenas pelos Guias Espirituais da Umbanda e a quem eles abrem o mistério.






Esta encruzilhada, a verdadeira Encruzilhada ou Roda Cabalística obedece aos pontos cardeais e as entradas e saídas de força que agregam e desagregam os elementos e mantém a transformação da vida.






Estas transformações são possibilitadas pelas chamadas Linhas de Força, que são a consubstanciação da Energia dos Orixás, pois cada um dos Poderes Reinantes do Divino Criador (Orixás) é senhor de uma Energia:






• Pai Oxalá – senhor da energia etérica.


• Mãe Yemanjá – senhora da energia das águas salgadas


• Mãe Oxum – senhora das energias das águas doces.


• Pai Oxumarê – senhor das energias dos ciclos da vida


• Pai Ogum – senhor das energias dos metais


• Mãe Yansã – senhora das energias do ar


• Pai Xangô – senhor das energias do minerais


• Mãe Obá – senhora das energias das águas revoltas.


• Ibeji – senhor das energias da espiritualidade


• Oxossi – senhor das energias da fauna


• Ossain – senhora das energias da flora


• Omulú/Obaluaiê – senhor das energias da terra


• Nanã Buruquê – senhora das energias das águas paradas


• Yewá – senhora das energias das fontes


• Logunedé – senhor das energias das beiras dos rios junto das matas


• Kitembo – senhor das energias do tempo cronológico


• Exu – senhor das energias magnética telúrica


• Pomba Gira – senhora das energias do fogo






Estas Energias são transformadas pelos Guardiões em Forças Elementais propriamente ditas, chamadas de Forças Sutis e são coordenadas pelos Guardiões de Lei responsáveis pela Coroa da Encruzilhada, que são os que estão assentados a trabalho das Irradiações Divinas, Os Sagrados Orixás.






Lembramos que os Guardiões nos dão nomes simbólicos, não sendo os seus verdadeiros, embora eles tenham relação sonométrica com suas designações originais que são poderosos mantras e por isso não devem ser revelados sem a devida oportunidade e a qualquer pessoa. Mas mesmo estes nomes possuem a vibração correta dentro da magia de som para que suas invocações sejam atendidas.






Declinamos nos nomes simbólicos dos Maiorais, devido a grande confusão reinante quanto à denominação de cada um. Cada escritor ou mesmo sacerdote umbandista, cria a sua hierarquia, o que causa uma grande confusão entre os estudiosos. Por isso, vamos ligar os Guardiões somente à linhagem de trabalho pertinente a cada Orixá.






Seja qual for o Guardião pertencente à Linha Espiritual regida por qualquer Orixá, vai responder, com os atributos e atribuições do Maioral que rege essa Linha de trabalho.






Cada um dos Maiorais se agrupam conforme as forças (Orixás) que manipulam. E estas forças (Orixás) estão relacionadas aos pontos cardeais.






Esta é, então, a Verdadeira Encruzilhada de Guardião, sendo que suas oferendas e preceitos devem sempre seguir a orientação dos pontos cardeais, pois isto é importantíssimo na magia de imantação e desagregação.






Novamente nos explicaremos melhor, para orientar os menos atentos, pois sabemos que tal assunto é novo para a maioria dos irmãos de fé sendo assim, não é fácil de ser digerido.






A Encruzilhada de Guardião é a síntese magística da Umbanda e da Quimbanda. É interessante observar-se as entradas e saídas da encruzilhada, pois são elas as responsáveis diretas pela manutenção da vida e pela limpeza astral do planeta. Sabendo utilizar-se delas, é possível manter-se a saúde e a harmonia, além da paz interior.










Diremos que basta observar que o Norte e o Sul são entradas, o Leste e o Oeste são saídas. No centro da roda está o chamado "centro indiferenciado", que é de onde saem energias positivas e para onde são levadas todas as energias negativas ou estáticas de nosso planeta. Por isso, revelaremos apenas que se um indivíduo quiser revitalizar-se quando realizar algum preceito que não utilize, repetimos, NUNCA o elemento sangüíneo, deve-se voltar aos cardeais LESTE/OESTE e para se descarregar deve-se voltar aos cardeais NORTE/SUL pedindo o Agô (licença) e as forças necessárias aos senhores da Encruzilhada para imantar-se ou descarregar-se, dentro da Lei e da Justiça.






A Magia não se divide em negra ou branca, e também não existe magia da Umbanda, egípcia, cigana, etc. A magia é planetária e responde a uma só lei. Ela está condicionada a vontade ao saber e a moral do operador, pois os conceitos de bem ou de mal são condições ligadas à inteligência do espírito de acordo com o grau evolutivo ou com a abertura de seu consciencional, pois a Lei Cármica pode ser acionada de acordo com os atos conscientes ou inconscientes de quem manipulam as forças ocultas da matéria.






Isso é comprovado no fato de que muitas vezes o desconhecimento da existência de um carma coletivo, grupal e individual resulta na realização de atos que entram em choque com estas três leis reguladoras. Exemplificando: pode-se achar que está se fazendo um bem individual a uma pessoa, mas ao mesmo tempo pode-se prejudicar uma coletividade, pois através da magia é possível evitar-se que algo aconteça a alguém, mas e se esse alguém tiver em seu carma a suposta dívida que se desejou sanar?






Nesse caso a balança da Lei será pesada e contada, sendo que, cedo ou tarde, a Lei de Causa e Efeito aliada a seus choques de retorno será acionada.