.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Velas da Umbanda suas cores e como acender

A vela é, com certeza, um dos símbolos mais representativos da Umbanda. Ela está presente no Congá, nos Pontos Riscados, nas oferendas e em quase todos os trabalhos de magia; Quando um umbandista acende uma vela, mal sabe que está abrindo para sua mente uma porta interdimensional, onde sua mente consciente nem sonha com a força de seus poderes mentais;A vela funciona na mente das pessoas como um código mental. Os estímulos visuais captados pela luz da chama da vela acendem, na verdade, a fogueira interior de cada um, despertando a lembrança de um passado muito distante, onde seus ancestrais, sentados ao redor do fogo,tomavam decisões que mudariam o curso de suas vidas; A vela desperta nas pessoas que acreditam em sua força mágica uma forte sensação de poder. Ela funciona como uma alavanca psíquica, despertando os poderes extra-sensoriais em estado latente; Uma das várias razões da influência mística da vela na psique das pessoas é a sensação de que ela, através de sua chama, parece ter vida própria. Embora, na verdade, saibamos, através do ocultismo, que o fogo possui uma energia conhecida como espíritos do fogo ou salamandras.


Muitos umbandistas acendem velas para seus Guias de forma automática, num ritual mecânico, sem nenhuma concentração. É preciso muita concentração e respeito ao acender uma vela, pois a energia emitida pela mente do médium irá englobar a energia do fogo e, juntas, irão vibrar no espaço cósmico, para atender a razão da queima dessa vela; Sabemos que a vida gera calor e que a morte traz o frio. Sendo a chama da vela cheia de calor, ela tem um amplo sentido de vida, despertando nas pessoas a esperança, a fé e o amor; No ritual da magia, o mago entra em contato com seu mundo inconsciente, depositário de suas forças mentais, onde irão ser utilizadas para que alcancem seus propósitos iniciais. Qualquer pessoa que acender uma vela, com fé, está nesse momento realizando um ritual mágico e, conseqüentemente, está sendo um mago; Se uma pessoa suas forças mentais com a ajuda da magia das velas, no sentido de ajudar alguém, irá receber em troca uma energia positiva; mas, se inverter o fluxo das energias psíquicas, utilizando-as para prejudicar qualquer pessoa, o retorno será infalível, e as energias de retorno são sempre mais fortes, pois voltam acrescidas da energia de quem as recebeu; As pessoas que utilizam a força da magia das velas – que, na realidade, despertam as forças interiores de cada um – com propósito maléficos, não são consideradas magos, mas feiticeiros ou bruxos. Infeliz daquele que, na ânsia de destruir seus inimigos, acendem velas com formatos de sapo, de diabo, de caveira, de caixão, etc., assumindo um terrível compromisso cármico com os senhores do destino. Todos os nossos pensamentos, palavras e atos estão sendo gravados na memória do infinito, ninguém fica impune junto à justiça divina. Voltaremos ao planeta Terra quantas encarnações for preciso para expiar nossas dívidas com o passado. Por outro lado, feliz daquele que lembra de acender uma vela com o coração cheio de amor para o anjo da guarda de seu inimigo, perdoando-o por sua insensatez, pois irá criar ao seu redor um campo vibratório de harmonia cósmica, elevando suas vibrações superiores; Ao acender velas para as almas, para o anjo da guarda, os pretos velhos, caboclos, para a firmeza de pontos, Conga, para um santo de sua preferência ou como oferenda aos Orixás, é importante que o umbandista saiba que a vela é muito mais para quem acende do que para quem está sendo acesa, tendo a mesma conotação do provérbio popular que diz: A mão de quem dá uma flor, fica mais perfumada do que a de quem a recebe; A intenção de acender uma vela gera uma energia mental no cérebro da pessoa. Essa energia é que a entidade espiritual irá captar em seu campo vibratório. Assim, a quantidade de velas não influirá no valor do trabalho; a influencia se fará diretamente na mente da pessoa que está acendendo as velas, no sentido de aumentar ou não o grau da intenção. Desta forma, é inútil acreditar que podemos comprar favores de uma entidade negociando com uma maior ou menor de velas acesas. Os espíritos captam em primeiro lugar as vibrações de nossos sentimentos, quer acendamos velas ou não. Daí ser melhor ouvir uma das máximas de Jesus que diz: “Antes de fazer sua oferenda, procure conciliar-se com seu irmão.”


Não é conveniente, ao encontrar uma vela acesa no portão do cemitério, nas encruzilhadas, embaixo de uma arvore, ao lado de uma oferenda, apaga-la por brincadeira ou por outra razão. Devemos respeitar a fé das pessoas. Quem assim o cometer, deve ter em mente, que poderá acarretar sérios problemas com esta atitude, de ordem espiritual.


Precisamos respeitar o sentimento de religiosidade das pessoas, principalmente quando acender uma vela faz parte desse sentimento. Se acender uma vela a pessoa tiver um forte poder de magnetização, torna-se mais perigoso apagar a vela. Mas, se ela não estiver magnetizada, fica a critério de cada um.






VELAS QUEBRADAS OU USADAS


Nos trabalhos de Umbanda existe uma grande preocupação com o uso de velas virgens, ou que não estejam quebradas. A principio, pensei tratar-se de mera supertição, mas depois compreendi que a vela virgem estava isenta da magnetização de uma vela usada anteriormente evitando assim um choque de energias, que geralmente anula o efeito do trabalho de magia. Somente no caso da vela quebrada encontrei um componente supersticioso: psicologicamente, a pessoa acredita que um trabalho perfeito precisa de instrumentos perfeitos. Se o trabalho obtiver sucesso, o detalhe da vela quebrada não será notado: mas, se falhar, será tido como principal fator de seu fracasso o fato de a vela estar quebrada.






FÓSFORO OU ISQUEIRO


Em muitos Terreiros existe uma recomendação para só se acenderem velas com palitos de fósforos, evitando acendê-las com isqueiro ou em outra vela acesa.


Normalmente, os Terreiros fazem uso de pólvora, chamada de fundanga, nos trabalhos de descarrego. O enxofre que a pólvora contém também está presente nos palitos de fósforo. Ao entrar em combustão, a chama repentina, dentro de um ambiente místico, provoca uma reação psicológica muito eficiente, além de alterar momentaneamente a atmosfera ao seu redor, devido à sua composição química, em contato com o ar. A mente do médium capta essas vibrações, que funciona como um comando mental, autorizando-a a aumentar seu próprio campo vibratório, promovendo desta forma uma limpeza psíquica no ambiente. Não é a pólvora que faz a limpeza, mas a mente do médium, se ele conseguir ativa-la para este fim.






VELA DE SETE DIAS


Na Umbanda, alguns médiuns ficam em dúvida sobre se a vela de sete dias tem a mesma eficiência de sete velas normais. Sabemos de acordo com a psicologia, que um comportamento pode ser modificado através do reforço. No fato de se acender uma vela isoladamente não há nenhum tipo de reforço que se baseia na repetição. Assim, ao acender uma vela durante sete dias, as pessoas são reforçadas diariamente em sua fé e, repetindo os pedidos, dentro desse ritual de magia, ficam realmente com maiores probabilidades de despertar a própria mente e alcançar os seus propósitos. Na prática, constamos que dificilmente uma vela de sete dias queima durante todo esse tempo.






MEDITAÇÃO


Para trabalhos de meditação o uso das velas é excelente pois, além da diminuição dos estímulos visuais na semi-escuridão, força a atenção para a chama da vela, aumentando a capacidade de concentração. O contraste do claro-escuro contribui para lembrar as pessoas da necessidade de uma iluminação interior.






CORES E QUANTIDADE


Na Umbanda, o uso da vela branca é o mais freqüente, devido à sua representação como símbolo da pureza. A cor branca na Umbanda é a cor do Orixá Oxalá. Daí a razão do uso de velas brancas na maioria dos rituais de magia, dentro da associação da pureza/Oxalá.


O Orixá Ogum, tido como senhor das guerras, tem uma vibração muito forte. As velas vermelhas, quando acesas dentro de seu ritual, vibram na mesma freqüência, com resultados mais favoráveis. Considerando que a força da vela está mais na força mental do mago, a cor irá concorrer com o sentido de favorecer sua capacidade de concentração, devido a conjugação de freqüências idênticas. Se houver uma inversão nas cores das velas, isso poderá ou não alterar o resultado dos trabalhos de magia, pois dependerá em grande parte da força mental do mago.


Ficou estabelecida que a cor amarela, que deriva da vermelha, é a cor do Orixá Iansã, também pelo fato de ser uma energia de luta. As velas acesas para Iansã deverão ser da cor amarela, para continuar em sua freqüência vibratória. A variação de quantidade de velas deve ser a mesma que se acende para qualquer outro Orixá ou Entidade, de acordo com os objetivos da magia. Todavia, o umbandista deverá ter o cuidado de acender sempre em numero impar de velas, pois no ocultismo os números ímpares não se anulam, por terminarem sempre em um; daí sua força mágica, por não ser um numero divisível.


Acender apenas uma vela tem o sentido de unidade, de unificação. Três velas representam na mente humana a trindade divina (Pai, Filho e Espírito Santo). Cinco velas representam em nosso inconsciente coletivo o próprio homem. Sete velas significam a junção do espiritual (3) com o material (4), ou simbolizam a união entre o microcosmo (homem) e o macrocosmo (Deus), e assim por diante.


A cor azul, com sua vibração serena, vibra na mesma freqüência do Orixá Oxum, a senhora das águas doces. A vela de cor azul tanto pode ser acesa para Oxum como para Iemanjá, que aceita em seu ritual velas brancas. Por isso alguns Terreiros preferem usar as velas bicolores, nas cores azul e branca, para Iemanjá.


Estabeleceu-se a cor marrom-ocre é a cor do Orixá Xangô, levando-se em consideração a neutralidade dessa mesma cor. A energia de Xangô emana dos minerais, que possuem uma variedade muito grande de cores. Curiosamente, prevaleceu a cor mais freqüente, que a das pedras sobre a superfície da terra.


A cor verde, por seu equilíbrio vibratório, obtido pela junção das cores amarela e azul, vibra na freqüência do Orixá Oxossi, o senhor das matas. Assim, uma vela de cor verde, acesa numa mata, que tem a cor verde, possui uma força vibratória muito forte, facilitando o trabalho de magia.


A cor rosa, com sua vibração cheia de vida, vibra na freqüência da energia da falange dos espíritos das crianças, conhecidas também como Ibejis. Velas bicolores, nas cores azul e rosa, são acesas também com o mesmo resultado das velas cor-de-rosa.


A vela de cor preta, com sua vibração pesada, simboliza a morte física e tem a mesma freqüência do Orixá Omulu, o senhor da calunga ou do cemitério. Essa cor de vela jamais deve ser utilizada, pois sua freqüência é altamente negativa, o que usamos é a vela bicolor amarelo e preta.


As velas bicolores, nas cores vermelha e preta, são utilizadas para os Exús. Devem ser acesas com muita cautela e de preferência por quem conhece os segredos da magia, ou seja, por quem conhece a “mironga”. A vela vermelha e preta, quando está queimando a cor vermelha, tem o sentido de luta; quando esta queimando a cor preta significa vitória sobre o objetivo proposto inicialmente.


As velas bicolores, nas cores branca e preta, são utilizadas nos trabalhos de magia dos Pretos Velhos e devem ser usadas sob a orientação direta dos próprios Pretos Velhos.


Para os trabalhos de alta magia, recomenda-se o uso de velas de cera, por sua constância e pela força de sua chama. É a vela ideal para as cerimônias de batismo das crianças, onde elas serão amenizadas do carma de seus inimigos de vidas passadas.






Anjo da Guarda – branca


Baiano – branca


Boiadeiro – branca


Caboclo de Ogum – bicolor branca e vermelha ou vermelha


Caboclo de Oxóssi – verde


Caboclo de Xangô – marrom


Caboclas – bicolor branca e verde ou branca, verde


Criança – rosa ou bicolor azul e rosa


Exú – bicolor preta e vermelha


Iansã – laranja


Iemanjá – azul claro ou branca


Marinheiro – bicolor branca e azul, ou branca, azul


Nanã – lilás


Obaluayê (Omulu) – branca e preta (amarela e preta)


Ogum – vermelha ou azul marinho


Ossãe – bicolor branca e verde


Oxalá – branca


Oxóssi – verde


Oxum – amarela ou azul anil


Pombo-Gira – vermelha


Pretas-Velhas – bicolor branca e preta, ou roxa


Pretos-Velhos – bicolor branca e preta


Xangô – marrom

domingo, 11 de abril de 2010

Curimba

Curimba é o nome que damos para o grupo responsável pelos toques e cantos sagrados dentro de um terreiro de Umbanda.

São eles que percutem os atabaques (instrumentos sagrados de percussão), assim como conhecem cantos para as muitas “partes” de todo o ritual umbandista.

Esses pontos cantados, junto dos toques de atabaque, são de suma importância no decorrer da gira e por isso devem ser bem fundamentados, esclarecidos e entendidos por todos nós.

Muitas são as funções que os pontos cantados têm.

Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa.

Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, etc.

Temos também a função de ajudar na concentração dos médiuns. Os toques assim como os cantos envolvem a mente do médium, não a deixando desviar – se do propósito do trabalho espiritual.

Esse processo também é muito utilizado nas culturas xamânicas do mundo afora.

Entrando na parte espiritual, os cantos, quando vibrados de coração, atuam diretamente nos chacras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando-os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade superior.

As ondas energéticas – sonoras emitidas pela curimba, vão tomando todo o centro de Umbanda e vão dissolvendo formas – pensamento negativas, energias pesadas agregadas nas auras das pessoas, diluindo miasmas, larvas astrais, limpando e criando toda uma atmosfera psíquica com condições ideais para a realização das práticas espirituais.

A curimba transforma-se em um verdadeiro “pólo” irradiador de energia dentro do terreiro, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás.

Os pontos transformam- se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento sagrado e divino.


Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda.

A Curimba também é de suma importância para a manutenção da ordem nos trabalhos espirituais, com os seus pontos de “chamada” das linhas, “subida”, “firmeza”, “saudação”, etc.

Entendam bem, os guias não são chamados pelos atabaques como muitos dizem. Todos já encontram-se no espaço físico – espiritual do terreiro antes mesmo do começo dos trabalhos.

Portanto a curimba não funciona como um “telefone”, mas sim como uma sustentadora da manifestação dos guias.

O que realmente invoca os guias e os Orixás são os nossos pensamentos e sentimentos positivos vibrados em vossas direções.

Muitas vezes ao cantar expressamos esses sentimentos, mas é o amor aos Orixás a verdadeira invocação de Umbanda.

DICIONÁRIO YORUBÁ – PORTUGUÊS

A
ABADÁ – Veste branca ou de cor de mangas largas, usada pelo Yorubás.


ABADÔ – Parte da vestimenta da Orixá Oxum


ABALÔ – Nome dado a Oxum quando brinca com o leque.


ABARÁ – Bolo feito com massa de feijão-fradinho, cebola, camarão-seco, sal, enrolado com folhas de bananeira e cozido no vapor de água quente.


ABASSÁ – Terreiro de Candomblé que segue os preceitos da nação Angola.


ABATÁ – Sapato ou qualquer tipo de calçado.


ABÊ – Tida como irmã gêmea de Badé, vodum feminino cultuado no Maranhão.


ABEBÊ – Leques de Oxum e Yemanjá, sendo o de Oxum metal dourado e o de Yemanjá metal prateado.


ABIAN – Nome dado ao iniciado no Culto dos Orixás que ainda não recebeu qualquer tipo de obrigação.


ABICUN – Uma criança que morre logo após o parto para atormentar os pais, nascendo e renascendo indeterminadamente.


ABIODUN – Título de um dos Obás de Xangô.


ABÔ – Banho de ervas sagradas dos Orixás.


ABOMI – Um dos nomes atribuídos a Oxum e a Xangô, em cultos ligados a água. Abomi quer dizer ao Orixá: aceite água.


ACAÇÁ – Comida ou alimento dos Orixás. Bolo feito com massa de farinha de milho branco ou arroz, cozido em água, sem sal e envolto em folhas de bananeira. É comida votiva do Oxalá, mas pode ser ofertada a qualquer outro orixá.


ACARAJÉ – Bolo feito com massa do feijão fradinho, cebola, camarão seco, sal, e frito no azeite de dendê.


ADARRUM – Toque do Orixá Ogum.


ADARRUN – Toque rápido e contínuo dos atabaques para chamar os Orixás nas cabeças dos filhos de santo; para forçar os deuses a descer.


ADÉ - Homem com trejeitos femininos, homem afeminado.


ADIÊ – Galinha preparada para sacrifício aos Orixás.


ADJÁ – Pequeno sino cerimonial. Campânula de metal com duas ou mais bocas tocadas pelo pai ou mãe-de-santo, nas cerimônias rituais a fim de facilitar o transe dos filhos de santo.


ADOBALÉ – Nome dado ao ato de deitar-se no chão para ser abençoado pelo Orixá.


ADOCHU – Nome atribuído aos iniciados no culto dos Orixás, e também nome de um pequeno cone feito com ervas e outros axés.


ADUN – Comida de Oxum feita com milho torrado e moído, com um pouco de azeite de dendê e mel de abelhas.


ADUPÊ – Bode.


AFOMAN – Um dos nomes do Orixá Omulu, em Candomblés baianos. Deriva de Afomó: contagioso, infeccioso.


AFOXÉ – Ritual de cunho folclórico, muito difundido na Bahia.


AGANJU – Umas das qualidades de Xangô no Brasil. Em Yorubá significa deserto.


AGÉ – Pessoa que não entende o Ritual.


AGODÔ – Umas das qualidades de Xangô no Brasil.


AGOGÔ – Instrumento de percussão feito de sinos que marcam o toque dos orixás.


ÁGUAS DE OXALÁ – Cerimônia de purificação do terreiro. Esta Cerimônia marca o início do ciclo de festas litúrgicas nos Candomblés de origem Yorubá e Jeje no Brasil.


AGUÉ – Nome de um vodum Jeje, que corresponde ao orixá Ossain.


AGUERÊ – Dança de Iansã.


AGUERÉ – Toque cadenciado com 2 variações: uma para Oyá, outro para Oxóssi. É conhecido como “quebra-pratos”.


AGUIDAVIA – Varetas de cipó, goiabeira, marmelo ou ipê utilizadas para tocar atabaque.


AIÊ – A terra, o solo, sob o domínio de Obaluaiê.


AIRÁ – Xangô velho – Uma das qualidades de Xangô.


AIUKÁ – Fundo do mar, para o povo Banto.


AJAPÁ – Cágado, tartaruga. O animal sagrado de Xangô.


AJÉ – Feiticeira


AKÃ – Faixa usada para amarrar no peito dos médiuns incorporados.


AKEPALÔ – Sacerdote.


AKESSAN – Um dos nomes do Orixá Exú.


AKIKÓ – Galo


AKIRIJGEBÓ – Freqüentador do Candomblé.


AKOKEM – Galinha D’angola.


AKUKÓ – O mesmo que Akikó - Galo.


ALÁ- Deus para os daomeanos da nação Jeje.


ALABÉÊ – Tocador de tambores líder no terreiro. Aquele que canta pontos de Candomblé.


ALAFIM – Uma das qualidades de Xangô.


ALAKETO – Nação do povo Iorubá-Nagô.


ALFANGE – Objeto semelhante a uma espada.


ALIBÃ – Polícia.


ALOJÁ – A dança do ritual de Xangô.


ALOYÁ – Senhora Oyá. O mesmo que Iansã ou filho de Oyá.


ALUÁ – Bebida feita com farinha de milho ou de arroz, fermentada em água com cascas de frutas, gengibre e um pouco açúcar. É servida nos terreiros de Candomblé, principalmente aos caboclos.


ALUAIÊ – Nação Jeje – Angola


ALUBOSA – Cebola


ALUFAM – O mesmo que olufóm, Senhor da cidade de Ifóm, a que mais cultua Oxalá.


ALUJÁ – Batida de tambor especial para Xangô.


AMALÁ – Faz parte da culinária sagrada de Xangô. Comida feita com quiabos.


AMOBIRIM – Mulher que não casou , mulher solteira.


ANA – O mesmo que ontem.


ANAMBURUKÊ – Um dos nomes de Nanã Burukê, a mais velha de todos os Orixás.


ANGOLA – Região do sudoeste da África, de onde vieram negros escravos para o Brasil, trazendo vários dialetos de origem Bantu como Kimbundo, Embundo, Kibuko e Kikongo.


ANGORÔ – Na nação angola, significa qualidade de Oxumarê.


AÔBOBOI – Saudação do Orixá Oxumarê.


APAOKÁ – Orixá da jaqueira, por ser muito cultuado nela.


APARÁ – Uma das qualidades da Orixá Oxum, quando se apresenta carregando uma espada.


ARÉ – Culto ao orixá Ogum na Nigéria.


ARÊ – Ruas e Encruzilhadas.


ARESSA – Um dos 12 ministros de Xangô.


ARIAXÉ – Banho ritual com folhas sagradas para os iniciados. Ariaxé também é o nome do local onde são feitos estes banhos.


ARIDÃ – Fruto do qual se origina o Obi.


ARROBOBÔ – Uma das saudações do Orixá Oxumarê.


ARUQUERÊ – Objeto de metal usado por Oxóssi.


ASSENTAR – Consagrar objetos lançando mão de apetrechos e rituais, a fim de oferecê-los ao Orixá que se quer.


ATABAQUES – São três tambores de tamanho pequeno, médio e grande, que marcam o ritmo e a cadência dos cânticos. O maior se chama RUM, o médio RUMPI e o pequeno LÉ.


ATARÉ – Pimenta da Costa.


ATIM – Pó de pemba.


ATOTÔ – Expressão muito utilizada no Brasil para saudar o Orixá Omulu / Obaluaiê.


AXÉ – Força vital que dá vida a todas as coisas, presente especialmente em objetos ou seres sagrados, também nome de objeto sagrado. Expressão utilizada para passar força espiritual, podendo ser ainda, o mesmo que amém, assim seja.


AXEXÊ – Ritual fúnebre para libertar o espírito da matéria.


AXÓ – Roupas dos filhos de santo.


AXOÔGUN – Espécie de Ogan que tem como função sacrificar animais para os Orixás. Ele tem conhecimentos a respeito d e todos os sacrifícios, rituais, rezas, cantigas e maneiras de agradar os Orixás.


AXOQUÊ – Um dos nome de Yemanjá no Candomblé de origem Bantu.


AXOXÔ – Comida feita com milho vermelho cozido, enfeitado com fatias de coco. Comida dada aos Orixás Ogum e Oxóssi.


AYÊ – Tem dois sentidos, podendo significar terra ou vida.


AZANODÔ – Espécie de vodun muito cultuado na casa de minas, no maranhão.


AZÊ – Capuz de palha da costa usado por Omulu ou Obá.






B




BABA – Pai


BABÁ – Expressão usada para saudar Oxalá


BABALAÔ – O sacerdote do culto de Ifá. Quer dizer: aquele que tem o segredo. Diz-se da pessoa que pode ver através do jogo de Opelê-Ifá (jogo de búzios).


BABALORIXÁ – Sacerdote líder. Só pode chegar a essa posição depois de sete anos de ter sido feito no santo. O mesmo que pai de santo.


BABALOSANYIN – Pessoa (com preparo especial)encarregada de colher as ervas sagradas dos Orixás.


BABA KEKERÊ – O mesmo que Pai Pequeno.


BACO – Ato sexual.


BALÊ – Cemitério, casa dos Eguns.


BALUÉ – Banheiro, local de banho.


BARÁ – Nome do Exú que protege o corpo.


BARCO – Nome dado ao grupo de filhas e filhos de santo iniciados ao mesmo tempo.


BARRACÃO – Onde as cerimônias tomam lugar.


BARRAVENTO – Gíria que define o desequilíbrio momentâneo que os filhos de santo sofrem antes da incorporação.


BARU – Nome dado ao Xangô violento, ligado ao fogo e, às vezes a Ogum.


BATETÉ – Comida dos Orixás.


BOBÓ – Comida dos Orixás.


BORI – Sacrifício animal, cerimônia, primeiro estágio da iniciação.


BRAVUN – Toque dos atabaques, sonorizados de forma a chamar diversos Orixás. É também a dança de Oxumarê.






C




CABAÇA – Fruto do cabaceiro utilizado em diversas formas, e em diversos rituais.


CAÇUTE – Na Bahia, caçute é uma espécie de Oxalá.


CALIFÃ – Prato ritualístico com 4 búzios, onde se pede a confirmação aos Orixás em certos rituais.


CALUNGA – Termo que designa uma espécie de entidade da linha de Iemanjá. Pode ainda significar Cemitério (Calunga Pequena) e mar (Calunga Grande).


CAMARAN-GUANGE – Na nação Angola, é uma espécie de Xangô.


CAMBONA(O) – Auxiliar sagrado dos rituais de Umbanda.


CAMUTUÊ – Cabeça dos filhos de santo.


CANDOMBLÉ – Nome que define os cultos afro-brasileiros de origem Jeje, Yorubá ou Bantu.


CAÔ – Saudação a Xangô.


CAPANGA – Uma espécie de bolsa que os Orixás usam para carregar seus apetrechos.


CARREGO – Pode vir a ser um despacho, uma obrigação ou qualquer tipo de carga negativa.


CARURU – Comida de Ibêji, feita com quiabos, frango, sal e azeite de dendê. Também pode ser um tipo de erva comestível, de paladar semelhante ao espinafre.


CATENDÊ – Para o povo de Angola, é uma espécie de Ossain.


CAVARIS – Conchas da África, búzios, instrumento pelo qual se faz as consultas a Ifá.


CAVIUNGO – Inkice correspondente ao Omulu dos Yorubás.


CAVUNJE – Moleque.


CAXIXI – Instrumento utilizado nos cultos para acompanhar os cânticos. É feito com vime trançado, e tem em seu interior algumas sementes.


CINCAM – O mesmo que “não”.


COITÉ – Fruto que partido ao meio, serve como recipiente para servir bebidas aos orixás e participantes do culto.


COLOBÔ – Exú.


COLOFÉ – Abenção.


CONCINCAM – O mesmo que “sim”.


CONGO – Subdivisão do Angola-Congo. Congo é a nação do povo Banto.


CURIMBA – Os cânticos realizados da Umbanda.






D


DÃ – O mesmo que Oxumarê.


DAGÃ – Filha de santo antiga na casa, encarregada de tratar dos exús.


DAMATÁ – O mesmo que Ofá.


DANDÁ – Tipo de raiz, utilizada nos cultos aos Orixás por suas diversas utilidades. é mais conhecida como dandá da costa.


DANDELUANDA – Yemanjá na cultura Bantu.


DAOMÉ – O mesmo que DAHOMEY, antigo nome da atual República de Benin, na África.


DECIÇA – Esteira de tapume.


DELONGÁ – Prato


DELONGA – Vasilha de beber. Caneca.


DESPACHO – Algum ebó que se oferece aos Orixás em troca de conseguir o que se quer. O despacho é feito fora do terreiro e geralmente envolve queima de pólvoras e holocaustos.


DIA DE DAR O NOME – É o dia da festa de Orukó, realizada após a iniação de um Yaô, quando o Orixá diz seu nome em público.


DJINA – Nome dado aos iniciados nos cultos de origem Bantu e que fará conhecido pela comunidade. Como o nome não deve ser pronunciado em vão, chama-se o nome pela Djina.


DOBALÉ – Pode ser saudação entre orixá femininos ou o ato de bater a cabeça.


DEBURÚ – Pipocas.


DOUM – Segundo a lenda Yorubá era o nome de Exú quando criança, por ter uma forte semelhança com os Ibejis (crianças).


DUDÚ – De cor preta, em Yorubá.


DZACUTA – Aquele que atira pedras. É também uma das qualidades de Xangô no Brasil.






E




EBÁ – Despacho feito a Exú.


EBÓ – Toda e qualquer comida ritualística oferecida aos orixás, independentemente se é para agradar o Orixá ou para servir como despacho, por exemplo.


EBÔMI – Estágio atingido pelo iaô depois de sete anos de aprendizado.


EBÔMIN – Filha de santo que cumpriu a iniciação.


ECHÉ – Oferenda feita com as vísceras dos animais consagrados a seus respectivos Orixás.


EDAM – A cobra de Oxumarê.


EDÉ – Cidade da Nigéria que cultua Eguns.


EDI – Ânus.


EDU – Carvão.


EFÓ – Comida de Ogum feita com caruru e ervas.


ÉFUM – Desenhos feitos com giz no corpo dos iniciados.


EFUM – Farinha de mandioca.


EGÊ – Sangue de animais, o mesmo que “xôxô”.


EGUNGUM – Osso. Refere-se também aos espíritos dos antepassados.


EGUNITÁ – Qualidade de Iansã.


EGUN – Alma, espírito desencarnado.


EIRU – Mocotó ou rabada cerimonial.


EJÁ – Peixe.


EKÊ – Fingimento, mentira.


EKEDE, EKEDI – O mesmo que Cambona(o).


EKÓ – Espécie de acaçá ofertado a todos os orixás e, principalmente a Eguns.


EKU – Morte.


ELEDÁ – Senhor dos vivos. Entidade que governa o corpo material. Um dos títulos de Olorum, pode ser também o primeiro Orixá da cabeça de uma pessoa.


ELEDÊ – Porco.


ELEGBÁ – Vodun cultuado na nação Yorubá, correspondente a Exú.


ELEGBARÁA – Um dos títulos de Exú, que quer dizer Senhor da Força.


ELUÔ – Adivinhador.


EPA-BABÁ – Saudação a Oxalá-Guiã.


EPARREI – Saudação a Iansã.


EPÔ – Azeite de dendê.


EPOJUMA – Azeite doce.


EPONDÁ – Uma das qualidades da Oxum.


ERAM – Carne.


ERÊ – Espírito infantil que incorpora depois dos Orixás, a fim de transmitir recados aos iaôs. Quando se recolhe passa-se uma semana incorporada por um erê.


ERILÉ – Pombo.


ERUEXIM – Rabo de cavalo. É também um objeto de metal atribuído a Iansã. Este rabo de cavalo é usado por Iansã para afastar as almas dos eguns. Presente dado a ela pelo Orixá Oxóssi.


ERUQUERÊ – Rabo de animal.


ETABA – Charuto, cigarro.


ETU – Galinha D'angola.


ETUTU – Reza para fazer feitiçaria.


EWÁ – O número de dez.


EWÊ – Folha.


EXÊ-EÊ-BABÁ – Saudação cerimonial para Oxalá.


EXÚ – Orixá da comunicação, senhor dos caminhos. É o primeiro a ser reverenciado nos rituais

OPERAÇÃO ASTRAL NA UMBANDA

Desobsessão

Desobsessão, em sentido amplo, é o processo de regeneração da Humanidade. É o ser humano desvinculando-se do passado sombrio e vencendo a si mesmo.


Em sentido restrito, é o tratamento das obsessões, orientado pela Doutrina Espírita.

Em qualquer sentido, representa (...) o processo de libertação, tanto para o algoz [obsessor] quanto para sua vítima [obsidiado].

Deve ser entendida, ainda, como (...) remédio moral específico, arejando os caminhos mentais em que nos cabe agir, imunizando-nos contra os perigos da alienação e estabelecendo vantagens ocultas em nós, para nós e em torno de nós, numa extensão que, por enquanto, não somos capazes de calcular. Através dela, desaparecem doenças-fantasmas, empeços obscuros, insucessos, além de obtermos, com o seu apoio espiritual, mais amplos horizontes ao entendimento da vida e recursos morais inapreciáveis para agir, diante do próximo, com desapego e compreensão.

[61 - página 259]

O conhecimento da problemática obsessão/desobsessão exige tempo, dedicação e estudo. Nem sempre conseguiremos resultados imediatos. Mister se faz confiar na Divina Providência e insistir.

É uma tarefa sacrificial que demanda paciência e humildade como normativas disciplinantes.

Considerando, pois, toda essa complexidade que a desobsessão envolve, devemos confiar na misericórdia de Jesus, lembrando que Ele não se impôs a ninguém.


Não pretendeu transformar ninguém num só golpe.

Semeou sua mensagem de amor, amando sem queixas e sem imposições de qualquer natureza, espalhando, através da renunciação_aos_gozos_terrenos, as bases da felicidade e da paz.

E diante dos obsidiados, amando perseguidos e perseguidores, lecionou misericórdia, libertando os obsessos dos seus obsessores, dizendo-lhes, porém, com segurança e sem qualquer retórica: Não tornes a pecar, como a afirmar que a saúde é bem que nasce no coração e se expande estuante por toda a parte.

[61 - página 265]

O perseguidor (obsessor), reconhecido como tal, entre os encarnados, pode revelar modificações, mas talvez a suposta vítima (obsidiado) não esteja convertida. Na obsessão, as dificuldades não são unilaterais. O eventual afastamento do perseguidor nem sempre significa a extinção da dívida. E, em qualquer parte do Universo receberemos sempre de acordo com as nossas próprias obras.

[16a - página 295] - André Luiz

A obsessão é sempre uma prova, nunca um acontecimento eventual. No seu exame, contudo, precisamos considerar os méritos da vítima e a dispensa da misericórdia divina a todos os que sofrem.

Para atenuar ou afastar os seus efeitos, é imprescindível o sentimento do amor universal no coração daquele que fala em nome de Jesus.

Não bastarão as fórmulas doutrinárias.

É indispensável a dedicação, pela fraternidade mais pura.

Os que se entregam à tarefa da cura das obsessões precisam ponderar, antes de tudo, a necessidade de iluminação_interior do médium_perturbado, porquanto na sua educação espiritual reside a própria cura.

Se a execução desse esforço não se efetua, tende cuidado, porque, então, os efeitos serão extensivos a todos os centros de força orgânica e psíquica.

O obsidiado que entrega o corpo, sem resistência moral, às entidades ignorantes e perturbadas, é como o artista que entregasse seu violino precioso a um malfeitor, o qual, um dia, poderá renunciar à posse do instrumento que lhe não pertence, deixando-o esfacelado, sem que o legitimo, mas imprevidente dono, possa utilizá-lo nas finalidades sagradas da vida.


[41a - página 218] - Emmanuel - 1940

Em casos de obsessão, em que a paciente ainda pode reagir com segurança, faz-se indispensável o curso pessoal de resistência. Não adianta retirar a sucata que perturba um imã, quando o próprio ímã continua atraindo a sucata.

[96 - páginas 141] - André Luiz


Para os trabalhos da reunião que congregava nove pessoas terrestres, vinte e um colaboradores espirituais se movimentaram em nosso circulo de ação.

Gúbio (instrutor de André Luiz) e Sidônio (o diretor espiritual dos trabalhos), em esforço conjugado, efetuaram operações magnéticas ao redor de Margarida, desligando finalmente os “corpos ovóides” que foram entregues a uma comissão de seis companheiros que os conduziram, cuidadosamente, a postos socorristas.

[96 - páginas 200] - André Luiz

No tratamento da obsessão é preciso saber distinguir seus efeitos, daqueles outros causados pelas influências naturais (mais ou menos passageiras) e das alterações emocionais oriundas do próprio psiquismo do paciente.

Existem pessoas que procuram o Centro Espírita portando desequilíbrios psicológicos que, embora possam se beneficiar dos ensinamentos da Espiritualidade, também necessitam do apoio de terapeutas.

A relação com a vida atual, a própria educação que recebeu ou seu passado reencarnatório trouxeram-lhes traumas e condicionamentos que os fazem sofrer.

O estudo da Doutrina e as palestras públicas poderão ajudar esses indivíduos na recuperação da normalidade almejada, mas o entrevistador ou orientador não deve dispensar a competente orientação profissional, quando achar isso necessário.

É evidente que o entrevistador ou dirigente do Centro Espírita têm de saber diferenciar a obsessão das outras anomalias psíquicas. Existem algumas regras gerais que podem ser observadas, mas o que vai ajudá-los em profundidade, será a experiência em torno dos casos examinados.

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/gebm/tecnicas-de-desobsessao.html

José Queid Tufaile Huaixan

No trabalho de desobsessão, relembramos alguns conceitos doutrinários conhecidos e falamos da necessidade de se lidar com a obsessão de maneira racional, valendo-se de técnicas para se conseguir resultados satisfatórios no seu tratamento.

Todo esse processo de atendimento, de investigação e tratamento das obsessões pode e deve ser organizado de maneira prática e objetiva. O Grupo_Espírita_Bezerra_de_Menezes já fez essa organização e tem um estudo à disposição dos interessados, mostrando detalhes de todas essas fases do tratamento das perturbações espirituais. Esse trabalho doutrinário está à disposição das sociedades espíritas, assim como, os dirigentes que quiserem, poderão verificar "in loco" seu funcionamento.

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/gebm/tecnicas-de-desobsessao.html

José Queid Tufaile Huaixan

MARCOS [3]

11 E os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus.

12 E ele lhes advertia com insistência que não o dessem a conhecer.

13 Depois subiu ao monte, e chamou a si os que ele mesmo queria; e vieram a ele.

14 Então designou doze para que estivessem com ele, e os mandasse a pregar;


15 e para que tivessem autoridade de expulsar os demônios.

16 Designou, pois, os doze, a saber: Simão, a quem pôs o nome de Pedro;

17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão;

18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu,

19 e Judas Iscariotes, aquele que o traiu.

22 E os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: Ele está possesso de Belzebu; e: É pelo príncipe dos demônios que expulsa os demônios.

23 Então Jesus os chamou e lhes disse por parábolas: Como pode Satanás expulsar Satanás?

24 Pois, se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir;

25 ou, se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não poderá subsistir;

26 e se Satanás se tem levantado contra si mesmo, e está dividido, tampouco pode ele subsistir; antes tem fim.

27 Pois ninguém pode entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens, se primeiro não amarrar o valente; e então lhe saqueará a casa.

Muitos ainda julgam bons médiuns e bons espíritos, em trabalho de desobsessão, como fizeram os escribas com Jesus, conforme está escrito em Marcos[3:22]

LINKS:

Desobsessão, Aparelhos Parasitas, etc - Ricardo Di Bernardi: http://www.ricardodibernardi.hpg.ig.com.br/pergunte/pg-0013.htm


O tratamento da obsessão - José Queid Tufaile Huaixan: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/gebm/o-tratamento-da-obsessao.html

Roteiro da desobsessão - José Herculano Pires: http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/herculano/opd-09.html


Ver também:

Amor e Conhecimento

Animismo e Desobsessão

Como expulsar

Manifestações espontâneas


Médiuns naturais ou involuntários


Obsessão (perguntas e respostas)

Obsessor

Obsidiado

RELIGIÕES E SEITAS

As noções religiosas, com a exemplificação dos mais altos deveres da vida, constituem a base de toda a educação, no sagrado instituto da família.


[41a - página 72] - Emmanuel - 1940

Religião é o sentimento Divino, cujas exteriorizações são sempre o Amor, nas expressões mais sublimes. Enquanto a Ciência e a Filosofia operam o trabalho da experimentação e do raciocínio, a Religião edifica e ilumina os sentimentos.

As primeiras se irmanam na Sabedoria, a segunda personifica o Amor, as duas asas divinas com que a alma humana penetrará, um dia, nos pórticos sagrados da espiritualidade.

[41a - página 157] - Emmanuel - 1940

Religião, para todos os homens, deveria compreender-se como sentimento divino que clarifica o caminho das almas e que cada espírito apreenderá na pauta do seu nível evolutivo.

Neste sentido, a Religião é sempre a face augusta e soberana da Verdade; porém, na inquietação que lhes caracteriza a existência na Terra, os homens se dividiram em numerosas religiões, como se a fé também pudesse ter fronteiras, à semelhança das pátrias materiais, tantas vezes mergulhadas no egoísmo e na ambição de seus filhos.

Dessa falsa interpretação têm nascido no mundo as lutas antifraternais e as dissensões religiosas de todos os tempos.

Todas as idéias religiosas, que as criaturas humanas traziam consigo do pretérito milenário, destinavam-se a preparar o homem para receber e aceitar o Cordeiro de Deus, com a sua mensagem de amor perene e reforma espiritual definitiva.

O Cristianismo é a síntese, em simplicidade e luz, de todos os sistemas religiosos mais antigos, expressões fragmentárias das verdades sublimes trazidas ao mundo na palavra imorredoura de Jesus.

Os homens, contudo, não obstante todos os elementos de preparação, continuaram divididos e, dentro das suas características de rebeldia, procrastinaram a sua edificação nas lições renovadoras do Evangelho.

[41a - página 171] - Emmanuel - 1940

A ciência multiplica as possibilidades dos sentidos e a filosofia aumenta os recursos do raciocínio, mas a religião é a força que alarga os potenciais do sentimento.

Por isso mesmo, no coração mora o centro da vida. Dele partem as correntes imperceptíveis do desejo que se consubstanciam em pensamento no dínamo cerebral, para depois se materializarem... nas palavras, nas resoluções, nos atos e nas obras de cada dia.

Na luta vulgar, há quem menospreze a atividade religiosa, supondo-a mero artifício do sacerdócio ou da política, entretanto, é na predicação da fé santificante que encontraremos as regras de conduta e perfeição de que necessitamos para o crescimento de nossa vida mental na direção das conquistas divinas.

A Humanidade, sintetizando o fruto das civilizações, é construção religiosa.

Dos nossos antepassados invertebrados e vertebrados caminhamos nos milênios, de reencarnação em reencarnação, adquirindo inteligência, por intermédio da experimentação incessante, mas não é somente a razão o fruto de nosso aprendizado, no decurso dos séculos, mas também o discernimento ou luz espiritual, com que pouco a pouco aperfeiçoamos a mente.

A religião é a força que está edificando a Humanidade.

É a fábrica invisível do caráter e do sentimento.

Milhões de criaturas encarnadas guardam, ainda, avançados patrimônios de animalidade. Valem-se da forma humana, como quem se aproveita de uma casa lie para a incorporação de valores educativos. Possuem coração para registrar o bem, contudo,... impulsos de crueldade, o instinto da pantera, a peçonha da serpente, a voracidade do lobo, ainda imperam no psiquismo de inumeráveis inteligências.

Só a religião consegue apagar as mais recônditas arestas do ser. Determinando nos centros profundos de elaboração do pensamento, altera, gradativamente, as características da alma, elevando-lhe o padrão vibratório, através da melhoria crescente de suas relações com o mundo e com os semelhantes.

Nascida no berço rústico do temor, a fé iniciou o seu apostolado, ensinando às tribos primárias que o Divino Poder guarda as rédeas da suprema justiça, infundindo respeito à vida e aprimorando o intercâmbio das almas. Dela procedem os mananciais da fraternidade realmente sentida, e, embora as formas inferiores da religião, na antiguidade, muita vez incentivando a perseguição e a morte, em sacrifícios e flagelações deploráveis, e apesar das lutas de separação e incompreensão que dividem os templos nos dias da atualidade, arregimentando-os para o dissídio em variadas fronteiras dogmáticas, ainda é a religião a escola soberana de formação moral do povo, dotando o espírito de poderes e luzes para a viagem da sublimação.

A ciência construirá para o homem o clima do conforto e enriquecê-lo-á com os brasões da cultura superior;
a filosofia auxiliá-lo-á com valiosas interpretações dos fenômenos em que a Eterna Sabedoria se manifesta,
mas somente a fé, com os seus estatutos de perfeição íntima, consegue preparar nosso espírito imperecível para a ascensão à glória universal.


[10 página 47] - Emmanuel - 1952


Desde a mais longínqua antigüidade jamais houve povos ateus. Em todas as épocas, na história de todas as civilizações encontra-se assinalada a crença na existência de um poder superior.

O termo "religião" provém do latim "religare" e implica na crença em forças consideradas sobrenaturais, criadoras do universo e tem por finalidade orientar moralmente o homem, religando-o ao Criador, através de um conjunto de ensinamentos.

Em função dos diferentes estágios_evolutivos dos seres humanos grande é o número de seitas e religiões, cada qual com sua interpretação própria sobre a divindade e suas leis. Assim, Deus é religiosamente compreendido conforme o alcance intelectual e moral de cada criatura.

AS PRIMEIRAS ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS

As primeiras organizações religiosas da Terra tiveram, naturalmente, sua origem entre os povos primitivos do Oriente, aos quais enviava Jesus, periodicamente, os seus mensageiros e missionários.

Dada a ausência da escrita, naquelas épocas longínquas, todas as tradições se transmitiam de geração a geração através do mecanismo das palavras. Todavia, com a cooperação dos degredados do sistema_da_Capela, os rudimentos das artes gráficas receberam os primeiros impulsos, começando a florescer uma nova era de conhecimento espiritual, no campo das concepções religiosas.

Os Vedas, que contam mais de seis mil anos, já nos falam da sabedoria dos "Sastras", ou grandes mestres das ciências hindus, que os antecederam de mais ou menos dois milênios, nas margens dos rios sagrados da Índia. Vê-se, pois, que a idéia religiosa nasceu com a própria Humanidade, constituindo o alicerce de todos os seus esforços e realizações no plano terráqueo.

[52 - página 81]

A verdadeira doutrina será aquela que mais homens de bem e menos hipócritas fizer, isto é, pela prática da lei de amor na sua maior pureza e na sua mais ampla aplicação. Esse o sinal por que reconhecereis que uma doutrina é boa, visto que toda doutrina que tiver por efeito semear a desunião e estabelecer uma linha de separação entre os filhos de Deus não pode deixar de ser falsa e perniciosa.

[9a - página 387 questão 842]

Toda crença é respeitável, quando sincera e conducente à prática do bem. Condenáveis são as crenças que conduzam ao mal.

[9a - págna 386 questão 838]

Escandalizar com a sua crença um outro que não pensa como ele, é faltar com a caridade e atentar contra a liberdade de pensamento.

[9a - página 386 questão 839]

Quanto aos que, pretendendo instruir o homem na lei de Deus, o têm transviado, ensinando-lhes falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma, com as que regem a vida do corpo. Muitos hão apresentado como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens.

[9a - página 308 questão 625]

Todas as doutrinas religiosas têm a sua razão de ser no seio das coletividades, onde foram chamadas a desempenhar a missão de paz e de concórdia humana. Todos os seus males provêm justamente dos abusos do homem, em amoldá-las ao abismo de suas materialidades habituais.



Emmanuel - (Emmanuel) [55 - página 53]

O sentimento religioso é a base de todas as civilizações. Preconiza-se uma educação pela inteligência, concedendo-se liberdade aos impulsos naturais do homem. A experiência fracassaria. É ocioso acrescentar que me refiro aqui à moral religiosa, que deverá inspirar a formação do caráter e do instituto da família e não ao sectarismo do círculo estreito das Igrejas terrestres, que costumam envenenar, ai no mundo, o ambiente das escolas públicas, onde deverá prevalecer sempre o mais largo critério de liberdade de pensamento. Falo do lar e do mundo íntimo dos corações.

No dia em que a evolução dispensar o concurso religioso para a solução dos grandes problemas educativos da alma_do_homem, a Humanidade inteira estará integrada na religião, que é a própria verdade, encontrando-se unida a Deus, pela Fé e pela Ciência então irmanadas.

[71 - página 36] - Emmanuel - 1938

O SUBLIME LEGADO

Diz-se que o pensamento religioso é uma ilusão. Tal afirmativa carece de fundamento. Nenhuma teoria científica, nenhum sistema político, nenhum programa de reeducação pode roubar do mundo a idéia de Deus e da imortalidade do ser, inatas no coração dos homens. As ideologias novas também não conseguirão eliminá-la.

A religião viverá entre as criaturas, instruindo e consolando, como um sublime legado.

[71 - página 37] - Emmanuel - 1938

RELIGIÃO E RELIGIÕES

O que se faz preciso, em vossa época, é estabelecer a diferença entre religião e religiões.

A religião é o sentimento divino que prende o homem ao Criador.

As religiões são organizações dos homens, falíveis e imperfeitas como eles próprios; dignas de todo o acatamento pelo sopro de inspiração superior que as faz surgir, são como gotas de orvalho celeste, misturadas com os elementos da terra em que caíram. Muitas delas, porém, estão desviadas do bom caminho pelo interesse criminoso e pela ambição lamentável dos seus expositores; mas, a verdade um dia brilhará para todos, sem necessitar da cooperação de nenhum homem.

[71 - página 37] - Emmanuel - 1938

A vaidade humana sempre guardou a pretensão de manter o Cristo nos círculos do sectarismo religioso, mas Jesus prossegue operando em toda parte onde medre o princípio do bem

Emmanuel - (Pão Nosso) [55 - página 65]

--------------------------------------------------------------------------------
Ninguém olvide a verdade de que o Cristo se encontra no umbral de todos os templos religiosos do mundo, perguntando, com interesse, aos que entram: "Que buscais?"

Emmanuel - (Caminho, Verdade e Vida) [55 - página 66]

--------------------------------------------------------------------------------
Católicos, protestantes, espíritas, todos eles se movimentam, ameaçados pelo monstro da separação, como se o pensamento religioso traduzisse fermento da discórdia.
Querem todos que Deus lhes pertença, mas não cogitam de pertencer a Deus.
Emmanuel - (Caminho, Verdade e Vida) [55 - página 71]
--------------------------------------------------------------------------------


A maioria dos católicos romanos pretende a isenção das dificuldades com as cerimônias exteriores;
muitos protestantes acreditam na plena identificação com o céu tão-só pela enunciação de alguns hinos;
enquanto enorme percentagem de espíritas se crê na intimidade de supremas revelações apenas pelo fato de haver freqüentado algumas sessões.

Tudo isto constitui preparação valiosa, mas não é tudo. Há um esforço_iluminativo_para_o_interior, sem o qual homem algum penetrará o santuário da Verdade Divina.

Emmanuel - (Pão Nosso) [55 - página 130]
--------------------------------------------------------------------------------
Religião, para todos os homens, deveria compreender-se como sentimento Divino que clarifica o caminho das almas e que cada espírito aprenderá na pauta do seu nível evolutivo.

Neste sentido, a religião é sempre a face augusta e soberana da Verdade; porém, na inquietação que lhes caracteriza a existência na Terra, os homens se dividiram em numerosas religiões, como se a fé também pudesse ter fronteiras à semelhança das pátrias materiais, tantas vezes mergulhadas no egoísmo e na ambição de seus filhos.

Emmanuel - (Consolador) [55 - página 152]
--------------------------------------------------------------------------------

O que se faz preciso, em vossa época, é estabelecer a diferença entre religião e religiões.

A religião é o sentimento divino que prende o homem ao Criador.

As religiões são organizações dos homens, falíveis e imperfeitas como eles próprios; dignas de todo o acatamento pelo sopro de inspiração superior que as faz surgir, são como gotas de orvalho celeste, misturadas com os elementos da terra que que caíram. Muitas delas, porém, estão desviadas do bom caminho pelo interesse criminoso e pela ambição lamentável dos seus expositores; mas, a verdade um dia brilhará para todos, sem necessitar da cooperação de nenhum homem.

Emmanuel - (Emmanuel) [55 - página 164]

Importa compreender que a Proteção Divina desconhece privilégios. A graça celestial é como o fruto que sempre surge na fronde do esforço terrestre: onde houver colaboração digna do homem, aí se acha o amparo de Deus. Não é a confissão religiosa que nos interessa em sentido fundamental, senão a revelação de fé viva, a atitude positiva da alma na jornada_de_elevação. Claro é que as escolas da crença variam, situando-se cada uma em um círculo diferente. Quanto mais rudimentar é o curso de entendimento religioso, maior é a combatividade inferior, que traça fronteiras infelizes de opinião e acirra hostilidades deploráveis, como se Deus não passasse dum ditador em dificuldades para manter-se no poder. Constituindo o Espiritismo_evangélico prodigioso núcleo de compreensão sublime, é razoável seja considerado uma escola cristã mais elevada e mais rica. Possuindo tamanhas bênçãos de conhecimento e de amor, cumpre-lhe estendê-las a todos os companheiros, ainda quando esses companheiros se mostrem rebeldes e ingratos em conseqüência da ignorância de que ainda não conseguiram afastar-se. A compaixão de Jesus poderia ser medida pelo estado de evolução daqueles que o seguiam de perto. Diante da mente encarcerada no vaidoso intelectualismo de muitas personalidades importantes de sua época, vemo-lo inflamado de energia divina; pelo contrário, em Jerusalém, no último dia, à frente do populacho exaltado e ignorante — arraigado embora aos princípios da crença —, encontramo-lo silencioso e humilde, solicitando perdão para quantos o feriam.

[25 - página 200] - André Luiz

Toda a imensa bagagem de progresso das civilizações não se fez sem o princípio espiritual:
dele, as menores coisas dependeram, como ainda dependem;
do seu reconhecimento, por parte de quantos habitam o orbe, advirão os resplendores da época de luz e de esclarecimento.
Esse tempo há de assinalar a época da crença_pura e_reconfortadora das almas, como manancial de esperanças; só esse surto de espiritualidade pode vivificar as construções religiosas, combalidas atualmente pelos abusos da grande maioria dos seus expositores, que, traindo os seus compromissos, se desviaram do píncaro luminoso do exemplo para o chavascal de mesquinhas materialidades.

[71 - página 137] - Emmanuel - 1938


ENSINAR E PRATICAR
Todas as ciências estão ricas de especulações teóricas, todas as religiões que se divorciaram do amor estão repletas de palavras, quase sempre vazias e incompreensíveis.

As predicações são ouvidas, por toda parte; mas a prática, esta, é rara; e daí a necessidade de se habituar a ela com devotamento, para que os atos revelem os sentimentos, operando com o espírito de verdadeira humildade.

Caminhai, pois, nos pedregosos caminhos das provações. À medida que marchardes cheios de serenidade e de confiança, mais belas provas colhereis da luminosa manhã da imortalidade que vos espera, além do silêncio dos túmulos.

[71 - página 159] - Emmanuel - 1938

Toda inovação religiosa é indispensável, mesmo porque a lição do Senhor ainda não foi compreendida. A cristianização das almas_humanas ainda não foi além da primeira etapa.

Alguns séculos antes de Jesus, o plano espiritual, pela boca dos profetas e dos filósofos, exortava o homem do mundo ao conhecimento_de_si_mesmo. O Evangelho é a luz interior dessa edificação. Ora, somente agora a criatura terrestre prepara-se para o conhecimento próprio através da dor; portanto, a evangelização da alma coletiva, para a nova era de concórdia e de fraternidade, somente poderá efetuar-se, de modo geral, no terceiro milênio.

É certo que o planeta já possui as suas expressões isoladas de legítimo evangelismo, raras na verdade, mas consoladoras e luminosas. Essas expressões, porém, são obrigadas às mais altas realizações de renúncia em face da ignorância e da iniqüidade do mundo. Esses apóstolos desconhecidos são aquele “sal da Terra” e o seu esforço divino será respeitado pelas gerações vindouras, como os símbolos vivos da iluminação_espiritual com Jesus-Cristo, bem-aventurados de seu Reino, no qual souberam perseverar até ao fim.

[41a - página 143] - Emmanuel - 1940

Ortodoxo [do latim orthodoxu]- 1. O que está conforme a doutrina religiosa tida como verdadeira. 2. Conforme com os princípios tradicionais de qualquer doutrina.

http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-o.html

Os homens de gênio têm que falar de acordo com as épocas em que vivem e, assim, um ensinamento que pareceu errôneo ou pueril, numa época adiantada, pode ter sido o que convinha no século em que foi divulgado.

Trabalho de João Gonçalves Filho - (COMPREENSÃO 487)

A religião é a força que está edificando a Humanidade. É a fábrica invisível do caráter e do sentimento.

Emmanuel - (Roteiro) [55 - página 152]



As religiões formam, indubitavelmente, uma das principais bases de sustentação da moral humana. Entretanto, correm riscos de cometerem erros com os jovens (idade vulnerável), não informando o verdadeiro sentido da existência do homem, consistência e destino da alma humana. Se_os_ensinamentos_forem infundados e fúteis, os jovens poderão caminhar para um descrédito quase que irrecuperável na maturidade.

(Ver: A GRANDE SÍNTESE (Religiões) e O Evangelho )

Nunca houve no mundo tantos templos de pedra, como agora, para as manifestações de religiosidade, e jamais apareceu tamanho volume de desencanto nas almas.

Emmanuel - (Pão Nosso) [55 pág. 189]

A ciência oficial dispõe de cátedras, a política possui tribunas, a religião fala de púlpitos; contudo, os que ensinam, com exceções louváveis, quase sempre se caracterizam por dois modos diferentes de agir. Exibem certas atitudes quando pregam, e adotam outras quando em atividade diária. Daí resulta a perturbação geral, porque os ouvintes se sentem à vontade para mudar a "roupa do caráter".


Emmanuel - (Caminho, Verdade de Vida) [55 - página 189]

Queremos resumir o que já foi dito.

Não apanhastes suficientemente o fato de que a religião exerce apenas fragilíssimo poder sobre a massa da Humanidade;


não compreendeis do mesmo modo a oportunidade das nossas palavras e da sua adaptação às aspirações da Humanidade.


Em vosso estado atual, no meio das vossas relações e ocupações, não podeis ver como nós; é necessário lembrar-vos a indiferença que invade os homens quanto ao seu destino futuro.

Entre os que pensam, alguns têm descoberto facilmente que o que lhes é dado, como revelação direta de Deus, não pode suportar a prova de um exame experimental, que as noções prevalecentes são vagas, contraditórias e desagradáveis.


A fórmula clerical de que a razão não pode sondar a revelação e deve parar no limiar da pesquisa, inspirada na fé, parece aos pensadores um plano hábil, para prevenir a descoberta dos erros e contradições que inçam a doutrina infalível que se quer impor ao mundo.


Os homens, que não querem ou não ousam refletir, refugiam-se com os olhos fechados na fé, de conformidade com a rotina na qual se educaram, tornando-se fanáticos, carolas, irracionais.


Seria difícil inventar um sistema mais eficaz, para restringir a inteligência, do que o que consiste em provar ao homem que ele em matéria religiosa não deve pensar. Seria paralisar o homem e colocá-lo quase na impossibilidade de se elevar. O que deve ser a nutrição vital, tornou-se uma questão de nascimento ou de localidade; o homem é condenado a uma religião hereditária, quer o Deus de sua raça ou de sua família seja o grande Espírito do Indiano vermelho, o ídolo do selvagem idólatra, quer o seu profeta seja o Cristo, Maomé ou Confúcio. Enfim, do Norte a Este, do Sul a Oeste, o homem por toda parte estabeleceu uma teologia de sua lavra que vai ensinando a seus filhos, ligando-os, por assim dizer, à força, a uma doutrina que lhes apresenta como indispensável à salvação. Já atraímos a vossa reflexão sobre esse ponto. Aprofundai o assunto.


Qualquer religião, de qualquer raça, em qualquer ponto do globo, que tenha a pretensão de possuir o monopólio da Verdade Divina é uma ficção humana nascida da vaidade e do orgulho do homem.

Nenhum sistema de teologia tem o monopólio da verdade;


cada um, em qualquer grau que seja, é imperfeito;


cada qual tem as suas partes de verdade em relação com as necessidades daqueles a quem foi dado ou para quem evolveu.


Mas nenhum pode ser recomendado aos homens como sendo a única nutrição espiritual por Deus concedida. O homem, em sua vaidade, gosta de crer que é possuidor exclusivo de algum gérmen de verdade (sorrimo-nos ao vê-lo alimentar essa ilusão) e, glorioso dessa posse imaginária, ele persuade-se de que é preciso enviar missionários aqui e ali para levar o seu específico a outros povos que lhe ridicularizam os pretensos direitos.


E é surpreendente que os vossos sábios tenham sido e sejam incapazes de ver que o raio de verdade chegado até eles, e que eles obscureceram o melhor possível, é apenas um entre os inúmeros clarões espalhados sobre esse planeta pelo sol da Verdade. A Divina Verdade é uma luz muito deslumbrante para a vista humana; deve ser amortecida por um médium terrestre e velada para não deslumbrar o fraco órgão visual. Somente quando o corpo_terrestre for abandonado e a alma voar para as altas regiões, é que ela poderá ser dispensada da interposição do veículo humano que obscurecia o brilhante esplendor da luz celeste.


Todas as raças de homens receberam um átomo dessa luz. Desde que o mundo existe, o brâmane, o maometano, o judeu e o cristão tiveram cada qual seu brilho particular, e cada qual o considerou seu apanágio especial, vindo do céu. E para frisar mais quão enganadora é essa pretensão, olhai para a Igreja que se arroga a posse exclusiva da Verdade Divina. Que múltiplas divisões! As dissensões da Cristandade, que despedaçaram em fragmentos desiguais a Igreja do Cristo, o rancor vingativo com o qual se acometem uns aos outros, são as melhores respostas à louca afirmação de que o Cristianismo possui o monopólio da Divina Verdade.

É preciso respeitar a verdade oculta na crença do próximo e aprender a primeira de todas as lições:

procurar o bem e não o mal, reconhecer o Divino, mesmo através do erro humano, e honrar o que é de Deus, mesmo quando não mais possais servir-vos dEle.


Aproxima-se o tempo em que um novo raio de luz dissipará o nevoeiro da ignorância humana; as sublimes verdades que estamos encarregados de proclamar apagarão da superfície da Terra de Deus a rivalidade sectária, a amargura teológica, a cólera, a má-vontade, o rancor, o orgulho farisaico que desfiguraram o nome de religião e tornaram a teologia sinônimo – entre os homens – de discórdia. Essa nobre ciência, que devia instruir o homem no conhecimento da natureza de Deus e inspirar-lhe alguma coisa do amor que emana da Divindade, tornou-se o campo de batalha das seitas e partidos, a planície árida onde os mais mesquinhos preconceitos são imiscuídos com as mais miseráveis paixões, o deserto estéril onde o homem apenas demonstra a sua completa ignorância a respeito do assunto de que trata com tanto devotamento.


A teologia foi o pretexto para apagar os mais santos desejos, semear o ódio entre os parentes e amigos, queimar e torturar os corpos dos melhores homens; para lançar ao ostracismo aqueles que o mundo devera honrar com satisfação, para destruir os bons instintos humanos e apagar as mais naturais afeições. Sim, e é ainda a arena em que se ostentam as vis paixões humanas, estigmatizando aqueles que ousam separar-se da regra estereotipada. Aquém, onde a teologia reina, o lugar da razão está vazio. Os homens sinceros devem corar cogitando disso, pois, em sua atmosfera sufocante, o livre pensamento expira e o homem é uma figura privada de raciocínio.


É assim que foi degradada a Ciência, que devia ensinar Deus à Humanidade.


Já vos dissemos que o fim se aproxima.
Como nos dias precedentes à vinda do Filho do homem, assim agora se anuncia a aurora vinda do Alto. Os elos com que os padres acorrentaram as almas combatentes serão quebrados:
em vez do fanatismo insensato e do ignorante farisaísmo, tereis uma religião racional, de mais amplas idéias concernentes a Deus, tereis noções mais exatas sobre os vossos deveres e sobre o vosso destino;
sabereis que aqueles a quem chamais mortos estão vivos ao redor de vós; vivendo mais realmente do que na Terra, ocupando-se de vós com amor que não diminui; animados em sua infatigável relação convosco, da mesma afeição que vos testemunhavam enquanto estavam ainda na carne.


Disse-se que o Cristo havia posto às claras a vida e a imortalidade. É verdade no sentido mais lato, e os homens começam apenas a perceber o resultado da revelação do Cristo, que é a abolição da morte, a demonstração da imortalidade. O homem nunca morre, não poderia morrer, ainda que quisesse.


A imortalidade do homem, admitida não como artigo de fé, mas como resultado da experiência pessoal, é a base da abóbada da religião futura. Nela estão todas as grandes verdades que ensinamos, as mais nobres concepções do dever, as mais vastas perspectivas do destino, as mais verdadeiras realizações da vida.


Não podeis atingi-la ainda. O vosso espírito, por deslumbrado e perturbado, não lhe poderia suportar o esplendor. Mas, crede, amigo, bem curto espaço de tempo vos separa do momento em que reconhecereis em nossas palavras os traços da verdade, o aspecto do divino.

[108 - página 155 / 159] - Médium: William Stainton Moses - (1839 - 1892)

Pouca importância ligamos à crença individual, que bem cedo tende a reformar-se, pois as suposições feitas, no decurso da vida terrestre e defendidas até com veemência agressiva, são dissipadas como o seria uma leve nuvem pela luz das esferas. Ocupamo-nos muito com os atos; não perguntamos:

“Que crença tendes?”


mas sim: “Que fazeis?”


Sabemos que os costumes, as disposições e os caracteres são formados pelas ações, que decidem assim da condição dos seres; sabemos também que esses costumes e caracteres só podem ser mudados depois de longa e laboriosa marcha progressiva. É pois para os atos, não para as palavras, para as realidades, não para as profissões de fé, que olhamos. Ensinamos a religião do corpo e da alma, religião pura, progressiva e verdadeira, que não pretende finalidade, mas faz o seu adepto subir a altura cada vez mais vertiginosa; os amargores da Terra eliminam-se durante essa grandiosa ascensão, onde a natureza espiritual apurada, elevada ao sublime, aperfeiçoada pela experiência_da_dor e do trabalho, se apresenta gloriosamente pura diante do seu Deus. Nessa religião não há nem inércia, nem indiferença. O tema de ordem do ensino espiritual é a boa-vontade leal e zelosa. Nada de evasiva às conseqüências dos atos, pois tal fuga é impossível. A falta encerra o seu próprio castigo. Não achais nessas instruções a doutrina que permite sobrecarregar com fardos que preparastes, mas deveis suportá-los e o vosso espírito deve gemer sob o seu peso, pois cada um trabalha, sofre e expia por si; os atos e costumes têm muito mais importância que as crenças; nenhuma formalidade religiosa protege o espírito maculado. Obtereis misericórdia quando tiverdes alcançado o arrependimento e o melhoramento,_a_pureza_e_a_sinceridade,_a_verdade_e_o_progresso com a sua própria recompensa, e então não precisareis implorar nem misericórdia nem piedade.


É essa a religião do corpo e do espírito, que proclamamos. Ela é de Deus, conforme sabereis em breves e próximos dias. (Ver: Espiritismo)

[108 - página 181 / 182] - Médium: William Stainton Moses - (1839 - 1892)


LINKs:
http://www.speedbee.com.br/navegacao.php?nc=68
Religiões e seitas orientais: http://www.cacp.org.br/seitasorientais.htm
Religião & Espiritualidade: http://www.rcentrium.com/ac/rel/rel150/
http://asreligioes.globo.com/religiao_pt/scripts/grupo.asp?area=0
http://www.geocities.com/sitedaajuda/12.html
http://www.profwell.hpg.ig.com.br/religiao.htm
http://www.viacapella.com.br/portal/religioes.htm
http://www.cidadedoamor.hpg.ig.com.br/secao_mistica_e_outros/religiaoeseitas/religiao_e_seitas.htm

Outros links:

http://www.gladiadoruniverso.hpg.ig.com.br/links_religiosos.htm
http://geocities.yahoo.com.br/enigmas_br/htm/religioes.htm
http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/religioes.html
http://www.ichtus.com.br/publix/ichtus/religioes/

Ver também:


A Índia
A unidade das religiões
Allan Kardec e o Padre
Ciência e Religião
Consciência
Desvios da razão
Evolução humana
Fé de Albert Einstein
Fim de um ciclo evolutivo
Imortalidade da alma
Irmandade nas religiões
Jesus e a Religião
Jovens
Liberdade de consciência
Meditação
Mediunidade
Mediunidade e as Religiões
Natureza dos gozos futuros
Penas eternas
Pluralidade das existências
Ressurreição da carne
Sacrifícios
Temor da morte

Trabalho de João Gonçalves Filho